26.4.04



Interrompo o diário de viagem da turnê sul para postar a imagem da equipe da gravação do clip de "Olívia Lik" no último dia de filmagem (só faltou a Clarice). A gente só tem a agradecer a essa galera que trabalhou duro durante 5 dias deixando nós da banda certos de que o resultado final será ótimo. Só falta a edição!!

Tem um bocado de fotos da produção em www.lascivalula.com.br. Confere lá!!

Silvia, Luciana, Michele, Maíra, Claudio, Clarice e Bernardo, Obrigado!!



23.4.04

Você esperou....
Você esperneou....
Você quase desistiu....
(e eu descansei...)

Mas vamos voltar agora ao nosso log de viagem....

SEGUNDA FEIRA 5 de ABRIL

Então enfim dormimos uma boa noite de sono. Fui o primeiro a acordar. Tinha falado com o pessoal pra gente acordar o mais rápido possível - notem bem, POSSIVEL - para que pudéssemos não chegar atrasados e nem acordar na correria, numa atitude de responsabilidade que vocês jamais poderiam esperar de mim. (e nem eu).

Acordei, tomei um banho e fui comprar umas paradas pro café da manhã nas redondezas, numa espécie de minimercadozinho que tinha por ali. Quando voltei a putada já tava toda acordada, alguns já tinham tomado banho, outros se arrumando e outros ainda na cama. (notem bem, se tinha três tipos de pessoa - que toma banho, que se arruma e que está na cama - e nós só somos 4 pessoas, como assim "algunS" e "outroS"???) =)

Tava todo mundo animado, mas o Guga não tava com uma cara muito boa. De nós 4 ele é o que mais se incomoda com essas paradas de dormir mal e tal, e na viagem se teve uma coisa que não tivemos foi conforto na hora de dormir. Nossos anfitriões sempre foram fantásticos, mas a correria de já ir dormir sabendo que em breve teria que acordar às pressas é meio esquisito.

Botamos uma roupa e partimos pra TVE. A Ju do Brunão usou seus conhecimentos de arquitetura e urbanismo pra fazer um ótimo mapinha, que nos levou até Santa Tereza, local da gravação. Durante a viagem o Jamil tinha combinado que tocaríamos em formato acústico, porque facilitaria a vida do pessoal da gravação por algum motivo. Assim, ele pediu a bateria, dois violões e 4 microfones. Chegamos lá, nós 4, sendo eu com meu discriminado short vem-cá-meu-puto. Os outros preferiram não mostrar as pernocas.

Quando chegamos descobrimos que não era nada do que o Jamil achou que tinha combinado: era formato normal, e sendo assim precisávamos voltar pra buscar os instrumentos todos. Demos uma perdidinha básica como sempre, mas voltamos bem rápido, a ponto de montarmos tudo e passar o som com tempo folgado antes do próximo programa que seria gravado no estúdio. O pessoal todo de lá era muito simpático, desde os operadores até a apresentadora.

Vejam a prova de que estávamos lá realmente pouco antes da gravação! =)

- estávamos lá realmente antes pouco antes da gravação!

Nisso chegou a Grazi, baixista e vocais do Wonkavision, pra dar um alô. Foi muito bom ela ter ido, que ela aproveitou e participou também do programa, deu uma divulgada do show e do novo cd dos Wonkas que sai em breve. A gravação foi muito legal: tocamos um trecho de "A Mesma Mulher" e outro de "Olivia Lik". O Felipe falou bem frente às câmeras, e parece que o programa ficou bem legal! (apesar de que nunca o vimos, e duvido que um dia vejamos).

Saímos de lá e deixamos a Grazi no Zero Hora, onde ela trabalha. Antes disso ainda paramos ali em cima do morro da Santa Tereza pra tirar uma foto lá em cima, e no caminho ouvimos umas músicas do cd wonkavisionário. A gravação tá bastante boa, mó guitarreira sinistra, com um peso geral fodão! Teve umas alteraçõezinhas de letras também, que melhoraram ainda mais o que já tava muito bom! Ao sair, comprem: é satisfação certa pra quem não conhece e pra quem já conhece.

NOTA: durante a viagem, o Grazi foi na frente. Jamil, sempre brincalhão, contou pra ela ela meu apelhido na viagem, ou seja, relatarei abaixo:

Alguém: Grazi, vai na frente, pra não ficar carro de paulista!
Grazi: Tudo bem!
Jamil: Mas cuidado, o Marcello é maluco!
Grazi: (sorriso amarelo)
Marcello: (sorriso amarelo)

De resto, tadinha da menina, senti que ela foi tensa do momento que encostou a bunda no banco até o que saiu do carro. =)

Deixamos ela no Zero Hora e já távamos na boa para almoçar. Vimos um restaurantezinho barato ali bem pertinho do próprio jornal, e entramos lá. O esquema era ótimo: sirva-se a vontade por 6 reais, se não me engano. Só podia pegar uma carne, mas beleza. Estávamos lá comendo os 4 quando uns sujeitos entraram pra comer também. Normal. Tentarei contar pra vocês mais ou menos como a cena seguinte se passou da minha perspectiva:

Marcello: (comendo, feliz da vida)
Felipe: (comendo, feliz da vida, na minha frente. ao lado dele o guga, ao meu lado o jamil)
Sujeito1: (na mesa da esquerda, à frente do Sujeito2. O Sujeito2 no que seria meu lado, o outro ao lado do Felipe)
Sujeito1: (fala alguma coisa com outra pessoa.)
Marcello: (como não era com ele continua comendo).
Felipe: Marcello! O cara tá falando contigo!

Marcello: Ops! Oi, tudo bem!?
Sujeito1: Como é que você fez isso aí? (aponta pro meu cabelo num tom que eu não chamaria de simpático)
Marcello: (explica, apreensivo)
Sujeito1: Huhmmmm..... e vocês são da onde?
Marcello: Do RJ! A gente veio tocar aqui hoje!

Aí pronto. O cara começou a falar que carioca era gente boa, e que nós éramos celebridades. Que poderíamos subir o morro com eles que tava tranquilo, e que era uma pena estamos indo embora no dia seguinte, porque teria uma festa lá em cima cheia de comida, bebidas e mulheres liberadas e que nós seríamos convidados de honra - até porque, segundo ele, carioca que é carioca sobe tudo que é morro e é sempre bem recebido. Ficamos lisonjeados com o convite, e nesse momento todos os outros amigos dele que estavam também no restaurante já tinham sido acionados e estavam nos cumprimentando, cada um com um cumprimento diferente diga-se de passagem. Foi bem divertido! Até o momento 2.

Sujeito1: Aí, qual o time de vocês?
Marcello: Flamengo, e esse aqui é Vascaíno. (eu disse, sem exitar. o vascaino é o felipe, coitado)
Sujeito1: Huhmmm..... (nota: ele nunca ria.)
Marcello: (sorriso amarelo, sem saber o que fazer)
Outros3: (quietos)
Sujeito1: E qual o time de vocês aqui??
Marcello: Ah, num temos não. (nota: não faço a menor idéia dos times de lá, só que tem o inter e o gremio)
Sujeito1: Como não!? Escolhe um aí!! (em tom meio impaciente)
Marcello: HUhmmmm..... (bolado)

Naquele momento eu pensei: fudeu. Os outros 3, pelo silêncio e pelas caras, também pensaram o mesmo. Fiquei achando assim: se falo inter e ele é grêmio vai dar o maior bafafá. Se for vice-versa também. E eu não sei o "correspondente" do flamengo aqui. Sendo assim, joguei pro alto e falei o que eu simpatizo mais, empiricamente:

Marcello: Inter.
Nós4: (apreensivos e pensando... putz... e agora!?)
Sujeito1: AÍ!!! É INTER MESMO!!!
Nós4: ÉÉÉ!! VIVA O COLORADO!!!

Foi um alívio. Aí foi uma festa no lugar e tudo terminou bem. Nos despedimos deles e fomos embora, porque a comida já tinha terminado e tínhamos queríamos dar uma dormida antes de ir à entrevista da Música Tri.

- vejam aqui um resumo audiologistico

Voltamos pro Brunão, mas só a Dani,a irmã da Ju que tava lá. O Guga já num tava num dia legal, e ainda por cima tínhamos comprado uma garrafa de vinho vagabundo. Ele ficou bebendo o vinho o dia inteiro, aos pouquinhos, enquanto tocava sua guitarra desamplificada. Depois ainda tive uma confissão dele dizendo pra mim que acordou com raiva de mim. Como já conheço a peça há milênios não dei muita bola, mas tava claro a saudade dele pela Suzana, sua namorada, tava incomodando o cara bastante. O Felipe também não tava muito legal, e sendo assim os dois ficaram em casa descansando.

Eu e o Jamil fomos dar um rápido passeio pelas proximidades, mas não vimos quase nada, a não ser que descobrimos que num shopping próximo tinha um internet lan, onde poderíamos usar internet, o que já foi bom.

Voltamos e já era hora de irmos pro Musica Tri. Graças à Graforreia Xilarmonica, reconhecemos a Oswaldo Aranha e a Farroupinha, e chegamos na casa da Ângela. Fã ferrenha de Beatles e rock gaúcho, ela é uma pessoa muito simpática, e a entrevista foi muito legal. Também aproveitamos para entrevistar ela com nosso gravadorzinho, mas o Jamil depois fez o favor de desgravar parte dos nossos audiologs, inclusive essa parte. Momento engraçado: durante a entrevista: Ângela, fãzassa de beatles de um lado. Guga, fãzasso de beatles do outro. Deveria ser do mesmo lado, afinal de contas beatles é uma coisa só. Porém um lado defende a genialidade do Paul e o outro do John. Como você já está suspeitando, suspeito leitor, não chegaram a lugar nenhum as tais divagações.

De volta à bat-caverna, era hora de pegar nossas tralhas e irmos pro Dr. Jekyll passar o som. Metemos o Brunão e a Ju dentro do carro com a gente, e lá fomos nós. O Kiko, baterista do Wonkavision, já estava lá, e a passagem de som correu bem. Aos poucos os outros wonkas foram chegando também, e eles também aparentemente passaram tranquilamente o som. Eu não sei direito porque saí com o Guga pra tentarmos ligar pra Suzana. A essa hora da noite eu já era no conceito dele uma pessoa legal de novo, como eu já suspeitei que aconteceria de noite, de forma tão sem motivo aparente como aconteceu pela manhã.

Responsabilidades cumpridas, fomos a um barzinho comer alguma coisa. A essa altura da vida o Guga já tava pra lá de Marrakesh. Eu, armado com minha cachaça seleta, também já estava em algum lugar de Jalalabad. O Felipe e Jamil seguiam seus caminhos íntegros.

Voltamos ao Dr. Jekyll a ponto de vermos os Wonkavisions. O show deles foi muito divertido, principalmente as músicas que eu já conhecia deles, com destaque pra "Errado", que eu acho foda. As linhas de moog da Manu são muito fodassas, mas os vocais e timbres das guitarras merecem destaque extra. No geral, a banda é toda muito maneira. Dizem que a bateria tava muito alta, porque a Grazi teria falado pro Kiko não ter piedade de bichinha (digo, a bateria), mas eu particularmente nem notei. Acostumado com a bateria um pouquinho mais alta nas bandas que eu gosto, não achei que me incomodou nem um pouco.

NOTA: Por falar em bandas que eu gosto, a trilha sonora desse post é "Dave Matthews Band - The Central Park Concert". Sensacional. Se um dia eu fosse ditador do mundo, todos teriam que ouvir Dave Matthews Band pelo menos uma vez por semana.

Hora do Lasciva Lula entrar. A casa não é muito grande, mas tava cheia. Nesse ponto eu tava bastante alcoolizado, o Guga já bem melhor, o Jamil cheio de chopp nas idéias, e o Felipe, rapaz responsável, sóbrio.

O show foi muito maneiro! Acho que foi o mais pesado que a gente fez da turnê. Admito que não é o que eu mais gosto, mas quando o clima pede a gente acaba que inconscientemente faz dessa forma. Lembro que até a quarta música tava tudo mais tranquilo, mas que em algum lugar por ali a porradaria começou a comer. O show terminou com Casal de Velhos, que já era o auge pesado do show. Ainda bem que não teve outra depois, senão provavelmente interditariam a casa.

Voltamos pra casa depois de arrumarmos tudo. O povo do Dr Jekyll, pra variar, era gente boa pra caralho também. Instrumentos no carro, era hora de voltarmos. Tiramos uma foto com a ala masculina Wonka, que era a que tinha restado, e nos despedimos.

Bons shows, boas pessoas..... boa tarde. =)


19.4.04

Ansiosos leitores.... (é ruim, hein!). Desculpa a demora do resto do log da viagem, mas é que essa semana foi sinistra! E agora tenho ainda mais trabalho, pra botar também as infos sobre o show de SP, que alias foi excelente! Brigadao pra todo mundo da Funhouse, principalmente pra Carol e Vinicius que nos hospedaram, nos alimentaram, nos acharam e tomaram conta da gente la em SP; Alessandra que agitou tudo pra a viabilização do show da gente; pro cara que ficou na operacao do som, que foi impressionantemente super-atencioso antes, durante e depois do show; pro cara que ficou na porta com as comandas; e pro cara do bar, que chamarei aqui de Lenny Kravitz, por razoes visualmente obvias. =)

Hoje tento continuar com os relatos...

Ah! Em tempo! Hoje é o dia da venda do novo lote do curitiba pop festival. Na verdade, agora nesse momento "tá rolando". São 15:20 e o link no site deveria estar no ar desde 13:00. Dou um doce para quem adivinhar se o link está conseguindo ser acessado ou não (lembrando que são 15:20, e desde 13:00 não consigo acessá-lo. E sim, a minha internet tá boa, consigo acessar tudo mais que quero.). E na verdade nem link e nem página. Quem tiver tentando entrar no site está agora percebendo que não entra.

E dou mais outro doce para quem adivinhar se, mesmo com o site do curitiba pop festival fora do ar, o site da ticketcenter ta funcionando ou nao com as vendas dos ingressos. Droga, acho que terei que abrir uma doceria.

Sorte que eu, que vivi na pele esse problema, e sou malandro para caramba, percebi a parada. =). Mas serio, se voce esta agora tentando desesperadamente entrar no site do curitiba pop festival e nao está conseguindo, vá em www.ticketcenter.com.br e compre JA o seu ingresso, que da pra comprar sim!! Nao fique dependendo de poder acessar o site do CPF, senao tu tá é roubado, meu camarada!!

E mais uma vez, sacanagem do CPF de não ter previnido as pessoas para proceder conforme eu to falando aqui. Eu, que além de não ser nenhum gênio sou até meio burrinho, percebi (como já tinha escrito no outro post meu sobre o curitiba pop festival há uns dias atrás), como é que ninguém da organização percebeu??

Mistério........


16.4.04

Depois de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, nosso próximo destino é São Paulo !! Amanhã (17/04), na Funhouse. Mais detalhes em www.lascivalula.com.br

Compareçam !!

13.4.04

Peço desculpas publicamente à organização do Curitiba Pop Festival, em relação às críticas que fiz há uns dias atrás. Eles me provaram que são bons mesmo em sua atualização nova de site, e, principalmente, no caráter informativo. Afinal de contas, se não fosse por eles, jamais saberia que o Pipodélica é "um veterano grupo escocês que ajudou a consolidar o indie-rock em todo o mundo". Obrigado CPF, e bem que eu tinha reparado que o sotaque deles era meio diferente mesmo.... =)))

Impressionante. Hoje é Segunda Feira. Eu cheguei aqui no RJ na Quinta. Noite de Quinta e dias inteiros de Sexta, Sabado e Domingo de inteiro ócio. Saí de casa apenas uma vez, só pra comprar umas coisas num shopping. De resto foi só dormir, comer, ver televisao e responder email.
Impressionante. Hoje é Segunda Feira. Eu cheguei aqui no RJ na Quinta. Não fiz absolutamente nada desde então, e ainda tô cansado pacas.

E chega de conversa mole:

DOMINGO 4 de ABRIL

Antes de iniciar esse post, preciso advertir os leitores: todo o lado profissional que a gente tenta ter, de ter cuidado com as coisas que faz, e preocupação em a música ficar legal, e bem gravada, e com capinha bonita e tal.... confronta com a nossa intimidade. O lascivalula é uma banda de 4 pessoas que só falam merda o dia inteiro, e nesse dia a gente tava inspirado.

Bem... acordamos ainda meio com cara de "ontem", mas o dia tinha tudo pra ser um dos mais tranquilos da viagem, na verdade o primeiro tranquilo. Não tínhamos show, então nossa única missão era chegar à Porto Alegre, que distava umas 6 horas de Floripa. Acordamos mais ou menos meio dia e pouco, depois de termos ido dormir às 5:00 mais ou menos, cansados e bêbados após o show da noite anterior. Nossa idéia era sair de Floripa no máximo às 14:00, para não chegar tão tarde em Porto Alegre, mas como vocês verão no fim do post, obviamente deu tudo errado.

Saímos do nosso hotelzinho por volta de 13:00 pra ir no Shopping Beira Mar, que aliás me traz recordações de que hoje à noite vai ter tiro na favela de novo. (moro em Sao Conrado, ou seja, exatamente no meio das duas favelas que tão saindo na porrada aqui no Rio: A Rocinha e o Vidigal.). Chamamos a Milena e fomos lá nos despedir e almoçar. Lá pras 15:00 estávamos saindo de Florianópolis, e ficamos de dar uma saída com os pipodélicos na volta, porque a correria seria muito grande e não daria tempo.

- saindo do hotel

NOTA: para entender o audiolog acima, é precisa recordar um fato: eu, marcello cals, sou o maior péga nínguem do lascivalula. nesse ponto, o lascivalula foi um fracasso total nas terras dos casacos. éramos 3 casados e um solteiro que não pega ninguém. ou seja, na próxima excursão da gente poraí, pode soltar sua noiva linda, gostosa e nua em nossa frente, que ainda sim ela não correrá risco. sim, eu me envergonho disso, e já estou em processo de análise pela NASA.

A estrada não estava tão ruim. Tínhamos dois dados muito importantes:

1- a estrada era muito ruim, e seria melhor então pegar a estrada do mar
2- um dos pontos da estrada do mar que tinha pardal era perto da fruteira do pelé e da xuxa.

Duvidamos do dado número 2, fornecido pelo Cachorro, e novamente quebramos a cara. Drummerdog é mestre mesmo, e é para ele que fazemos tamanhas homenagens. Se hoje somos estas figuras ilibadas que somos, foi por nosso encontro com ele, que nos ensinou tantas lições, e mudou nossa perspectiva de ver a vida com a profética máxima: "a festa só começa quando os artistas chegam".

- mas hein?! a festa começa quando?

Uma das coisas que pudemos vivenciar durante a estrada foi o estrago que o Catarina fez ali perto de Torres. Realmente o bicho pegou. Ouçam os relatos IMPRESSIONANTES de nosso gaúcho vocalista, Felipe Schuery:

- sobre o catarina

E assim a viagem se fez. Pela Estrada do Mar - que realmente era MUITO melhor - a velocidade máxima era de 80km/h, e como não sabíamos onde eram as câmeras ou pardais, fomos piamente nessa velocidade, o que rendeu uma década até chegar ao destino. Sendo assim passamos a divagar sobre o mundo e as coisas, e passamos a ser cada vez mais críticos com o que ouvíamos. Ouçam abaixo as entrevistas concedidas EXCLUSIVAMENTE ao reporter Jamil Li Causi:

1- guga e felipe falam sobre os shows da noite anterior
2- marcello fala sobre seu crescimento como indivíduo durante as horas de estrada

Outro dos momentos dramáticos foi quando Felipe Schuery (voz, guitarra base, letras, composições quase todas, formado em comunicação, chefinho, co-piloto, namorado íntegro, exausto, dj e gaúcho) se confundiu e quase colocou a equipe Parati de Prata em uma roubada num ciclo mais rodopiante do que o Triangulo das Bermudas. Ouçam o desabafo deste herói, que também erra, porém sempre apoiado por seus colegas:

1- o desabafo de felipe
2- as saudades no coraçãozinho de felipe

Seguindo a linha dos desabafos, Marcello (bateria, voz, promessa de um dia escrever e compor algo, rastafari branco, motorista, cachaceiro de primeira, recém arquiteto, peganínguem, esse que vos escreve, maluco e escritor frustrado de blog) também deixou algumas pérolas. Confiram:

1- a promessa de marcello
2- a alegria de poder fazer ao menos uma coisa como acha melhor.

NOTA: Sobre o ítem 2, Marcello, baterista, homem que vem de trás, adorador de todas influências que não as do resto da banda e ignorante sobre todas as outras que estas sim influenciam a banda, é reprimido a cada dia, tendo sua vontade imposta sobre a oligarquia dos homens de cordas. Um dia sonha com a liberdade. Um mundo onde todos ouvirão Dave Matthews, Rush e Nando Reis.

E nem só de Pipodélica vive o LascivaLula. Ao fim da viagem os cds já estavam em seu fim, e foi quando, dando uma mão pra mim que tentava ao máximo fugir de te que ouvir Caetano Veloso, nos divertimos mais uma vez com a música que talvez tenha sido a que mais tocou em nossa viagem:

1- fim dos cds
2- homenagem lascivalula ao relespública

Já era tarde pra caralho quando chegamos em Porto Alegre, muito depois do que esperávamos. Entramos na cidade e ligamos para um amigão meu e do Guga, o Brunão, que morava aqui no RJ (em niterói no entanto) e largou tudo e fez as malas pra POA pra terminar a faculdade de arquitetura lá e viver com sua adorável namorada, a Juliana! Era lá que iríamos passar as duas noites que estaríamos em Porto, e pegamos por telefone seu endereço. Achar sua rua (Olavo Bilac) foi relativamente fácil. O problema é que a rua é interrompida por um terminal rodoviário, e para chegar na quadra que fica do outro lado é preciso dar uma manobra boa, ainda mais para houlies como nós que não sabíamos dar um passo em Porto Alegre.

E adivinhem... claro. Nós estávamos numa quadra e na verdade o apartamento dele era na outra. Nesse ponto nós ainda não estávamos cientes do que viria, e achávamos que seria questão de poucos minutos sair de uma quadra pra outra. Mas será que foi isso que aconteceu??

1- pânico em porto alegre
2- menos, mas ainda pânico em porto alegre
3- ai ai, já tô até mais calmo, mas ainda tem um pouco de pânico em porto alegre

NOTA: Guga (guitarra solo, voz, algumas letras, algumas composições, descalço, técnico pelo cefet, apaixonado por vinhos de baixo teor qualitativo, namorado saudosista, homem de lua, sarcasmo em pessoa, homem de negócios, empreendedor de marketing e principalmente... GPS humano) saía do ar de vez em quando. Culpa das empresas telefônicas celulares que atrapalhavam a área de cobertura. Mas sempre confiamos e sempre confiaremos em seu trabalho.

E chegamos, por fim chegamos. Se não me engano já era perto de meia noite, e nosso dia "folgado" tinha rapidamente se transformado num dia bem cansativo. Fomos então super bem recebidos pelo Bruno, Juliana; e mais sua irmã Daniela e amiga delas (e minha também) Gabi. Demos uma comida e já era hora de dormir, afinal de contas no dia seguinte tínhamos além da passagem de som e do show à noite com o Wonkavision, uma entrevista à tarde com a Ângela do webzine Musica Tri e uma gravação pela manha para um programinha de televisão da TVE de POA. Estávamos mortos, mas sabíamos que estaríamos de pé na hora certa.

Jamil (baixista, voz, careca cabeludo, fotógrafo da viagem, silkador de cds, confeccionador de camisetas, designer, chato gráfico, namorado comprometido, sonoplasta e claro... garoto responsável) jamais nos permitiria atrasar. Meteu-lhe rapidamente seu celular no alarme e já poderíamos então dormir felizes da vida até o dia seguinte.

E por falar nisso... até o dia seguinte.


12.4.04

Peço desculpas por não ter mencionado o agradecimento ao povo que entrevistou a gente lá no Drakkar, tanto o LascivaLula quanto o Pipodélica, logo após o show! Dei um scan na minha cabeça hoje pra ver se não tinha esquecido de nada e lembrei disso hoje! Sei que isso é coisa de detalhe, e que de repente eles nunca vão ler isso, mas é justo citar as coisas legais que achamos, ainda mais no meio de tantas outras que estamos dizendo! Então é isso! Valeu!!

11.4.04

Começa o nublado domingo do Rio de Janeiro em São Conrado (pra mim "começou" 15 pro meio-dia) e recomeço eu nos nossos relatos sulinos....

SÁBADO 3 de ABRIL

De sexta pra sábado deu pra dormir um bocado. Não assim um boccaaaaaaddddo, mas se você for levar em consideração nossa última noite e último dia de vida pode quantificar a alegria que foi parar umas 6 horas com os olhos fechados. Lá pras 11:00 ou 12:00, nao lembro direito, já estávamos de pé, porque tínhamos que chegar em Floripa a tempo de dar um pulo na nossa "casa", que nem sabíamos ao certo onde seria, passar som e nos preparar pro show.

Malas no carro, roupas vestidas, já remarcamos nossa entrevista para a TVE de Curitiba para a volta, na 4a, com o Abonico, que estava na mesma produtora onde a gente dormiu. Já estávamos nos despedindo do povo quando o Ricardo e sua namorada, praticamente nos obrigaram a ficar para o almoço, ganhando assim mais pontos ainda para o Prêmio LascivaLula de Melhores Anfitriões do Mundo.

Assim sendo, partimos, e ficam aqui os audiologs que não me deixam mentir:

1- saindo para floripa
2- sobre o show do relespublica

A viagem foi tranquila. O trecho de Curitiba até Florianópolis não apresenta maiores perigos não. Chegamos lá de noite, no entanto, por volta de umas 20:00 eu acho. Tínhamos perdido a passagem de som, que somente o Pipodélica fez, mas na verdade não ficamos muito preocupados porque a formação deles era a mesma da nossa e o nível de peso no som também era parecido.

- chegando em floripa

Logo entrando em Floripa marcamos de nos encontrar com uma amiga do Jamil, a Milena, que mora lá. Ela era amiga do nosso baixista da época do colégio, e depois foi morar em Florianópolis. Ela arrumou um esquema muito legal lá pra gente, que era o seguinte: Tem um clube, perto de uma região (não sei se é um bairro, então chamarei de região) chamada Jurerê, que dista uns 20km do centro. Ela é sócia de um clube lá, que também aluga quartos para as pessoas ficarem, a um preço muito barato. Então ela alugou pra gente uma diária lá, num apartamentozinho conjugado de quarto e sala, com uma cozinhazinha e um banheiro, e com 4 camas. Quando olhamos aquilo, pra gente era praticamente um hotel 5 estrelas.

- indo para o hotel

De um rápido banho tomado, estávamos prontos pra ir pro show. E lá fomos nós para o Drakkar. O Drakkar é um bar, num pedaço da cidade onde tinha um monte de outros barzinhos. Nos lembrou bastante alguma coisa como a Rua das Pedras em Búzios-RJ, só que sem ter 1000 de pessoas por metro quadrado e sem pitboys nas redondezas.

1- indo para o drakkar
2- chegando no drakkar

Chegando lá armei o meu pouco convencional set, ainda que reduzido, enquanto o resto montava os seus equipamentos e a nossa faixa "LascivaLula" ao fundo. Demos uma passada rápida de som ao público que estava lá sentado nas mesas. Lembro que li, acho que no blog do pipodelica, a melhor descrição possível do local. Lá o Xuxu, se não me engano, dizia que era "um lugar com mesas, desses que voce nao tem vergonha de chamar os seus pais pra ir te ver tocar, e quando seus pais chegam um garçom pergunta se eles precisam de uma mesa, e se eles dizem que sim o garçom os levam à mesa, e então se a mesa estiver suja ele limpará a mesa, e fará tudo mais que uma pessoa de bem merece para permanecer feliz em um lugar".

Pois bem, assim era o Drakkar. O Pipodelica tambem tocou lá pela primeira vez nesse show com a gente. Tenho certeza de que tanto eles quanto nós estranhamos um pouco o local, porque banda de rock é (mal) acostumada a ter um estereótipo de lugar para tocar, e quando vai para um outro excessivamente tosco ou mais bonitinho, o rotula respectivamente de "hardcore" ou "pop"... talvez pelo estigma do aparente público. Bom, particularmente, adorei o Drakkar logo à primeira vista. Bonito, de tamanho legal, amplo, coloca a banda meio que em destaque... gostei mesmo!

Faltava pouco para o início do show quando o povo do Pipodélica chegou. Eles ficaram muito amigos do povo do LascivaLula, rolando uma admiração mútua pelo som das bandas, quando eles vieram pra cá no Rio, mas eu não conhecia eles ainda, somente por email - e o Xuxu pessoalmente, em troca de poucas palavras aqui no BallRoom. Tanto eles quanto o produtor deles, o Cristiano, são gente boa pra caralho. Nos deixaram bem à vontade na terra deles, e o clima pro show tava com cara de que ia ser perfeito.

- antes do show

Entramos no palco e a casa já estava com uma ocupação legal. O som tava ótimo, e lembro de perceber enquanto tocava que aos poucos a casa ia enchendo mais e mais, e o público recepcionava bem as músicas. Coisa que me deixou muito feliz, uma vez que éramos uma banda de fora, tocando exclusivamente músicas próprias e num local que aparentemente não era muito a nossa praia. Achei o show foda. Não digo isso achando que foi o que o público pensou, isso eles que podem dizer se foi legal ou não. Mas pessoalmente, pra quem tocou, saí do palco muito feliz. Acho que foi um dos shows do LascivaLula que eu mais gostei de ter feito.

Pedi pra Milena gravar umas músicas durante o show. O qualidade tá tosca ao máximo, mas vou colocar duas aqui... uma do Óleo de Saliva e outra não gravada, mas que a gente gosta muito e pretende gravar um dia! Não sei o que o resto da banda pensará sobre isso, mas se estranhamente o LascivaLula mudar de baterista nas próximas semanas, ou é por que eu fui expulso ou é porque tomei bala perdida na cabeça do tiroteio entre Rocinha e Vidigal!

1- Olivia Lik
2- Dia e Noite
3- depois do show

Nosso show foi curto, mas ele sempre é. 40 minutos é o que a gente gosta de tocar, e o que o público gosta de ouvir. Por não termos covers no set, a gente acha que o público pode ficar meio entediado - se bem que estamos pensando em adicionar umas músicas de outras pessoas e consequentemente dar uma alongada no show, quando cabível.

O Pipodélica, no entanto, entrou em campo com um show grande, de sei lá, 1 hora e meia ou 2 horas talvez, mas não foi pouca merda não. Arrebentaram. Mesclando próprias antigas e de seu excelente novo cd "Simetria Radial" com covers passando de Beatles a Mutantes, deixou a casa bastante animada! Eu, enquanto isso, tava que nem pinto no lixo andando de um lado pro outro me embrigando e tirando foto a torto e a direito do show.

Noite muito divertida! Ainda saimos de la para uma festinha com o baterista do Pipodélica - e agora nosso mestre - Cachorro, mas depois de 20 minutos eu já estava roncando no carro, enquanto meus três parceiros tavam lá ainda. Fim de noite.... fomos pro nosso "lar" no meio da madruga, e no dia seguinte lá ia ter viagem pra POA....

mas isso é coisa pra um outro post....
abraçãos!


9.4.04

quem leu o post abaixo antes das 23:00 de sexta agora (dia 9), ele foi alterado: agora com links para audio também!
é a tecnologia chegando ao blog do molusco safado!


Vamos começar do começo então....



QUINTA FEIRA 1 de ABRIL

Não seria mentira se eu disesse que o início da viagem propriamente dita começou na casa do Jamil, na quinta feira passada. Sua residência na Jaceguai, o famoso albergue da galera, abrigou desta vez eu e o Felipe. O Guga dormiu em sua própria casa, já que ele mora na mesma rua do Jamil.

O encontro se deu lá pras 19:00 da noite, quando começamos a fazer a montagem final dos cds que levamos pra lá (tipo colocar nas caixinhas, nos plasticos, etc...). Ao final de tudo demos um pulinho na esquina pra jantar, tomar um chopp e bater um papo. Tudo pronto, já era relativamente tarde, uma vez que nossos planos eram de sair da casa do Jamil por volta das 05:00 da manhã de sexta. Antes de irmos para o mundo de Morpheu ainda forcei o Felipe a ver algumas faixas do DVD do Rush que o Jamil tem, pra ver se o rapaz aprende um pouco do que é bom. =)

SEXTA FEIRA 2 de ABRIL

Acordamos por volta das quatro e muitos. O carro onde fomos foi o meu, uma Parati 4 portas prata. A mala dela é grandinha e o motor turbo dela certamente garantiria o conforto de direção na estrada mesmo com o peso do carro. Mas mesmo assim lembro que quando dei uma realizada nas nossas bagagens tive um pouco de medo de não caber. Pessoalmente até que tínhamos pouca coisa: uma mala apenas de cada um com roupas, casacos e afins. Só que ainda tinha 2 guitarras, 1 baixo, pedais, uma caixa, um pedal de bumbo, um bag de pratos, 2 tons de 8 e 10, 2 estantes e vários pacote com cds e blusas do LascivaLula.

Depois de tentar um pouquinho, desisti e deixei que os nossos experts de design de enpacotamento Felipe e Guga arrumassem a melhor posição das coisas na mala, que ocupou todo e qualquer espaço livre presente. Tinha coisa por todo lado além disso. E digo isso literalmente. Fomos encaixados entre os milhares de pacotes dentro do interior do carro. Mas por incrível que pareça não viajamos desconfortavelmente... esse é um mistério que até hoje pretendo solucionar.

Começa a viagem e tudo vai ótimo. Até São Paulo a viagem foi mais tranquila impossível. Em São Paulo chegamos ali bem na hora do almoço, então ficamos um tempinho engarrafados no sol, na Marginal Tietê e Marginal Pinheiros. Algumas vontades de mijar nos afligiram durante esses momentos, mas os recuos para emergências nas marginais fez com que os cariocas marginais realizassem seus alívios emergenciais.

Passado São Paulo, mais uma vez o caminho livre. A rodovia Dutra é muito boa, porém a Regis Bittencourt - que liga a terra brasileira dos negócios ao mundo curitibano - já é conhecida como mais perigosa. Mesmo assim, e ainda com parada para almoço no meio da estrada, tudo indicava que nossa viagem RJ-CWB se realizaria em no máximo 11 horas, o que é um tempo bom já que esperávamos fazer em 12.

Nossa chegada em Curitiba já seria bem agitada. Não bastasse termos ido dormir tarde no dia anterior, acordado na madruga deste e viajado por 11 horas, íamos chegar quase que na hora para uma entrevista na TVE de lá, e à noite faríamos nosso show com a Relespública, uma das melhores bandas independentes de rock de Curitiba. Cansativo, mas tudo ia dar. Ia? Ia nada....

Faltando poucas horas pra chegada, falou muitas horas pra chegada. Os carros pararam, os caminhões pararam, as motos pararam e nos vimos durante umas 3 horas e meia andando 500m de 15 em 15 minutos, por conta de uma dita carreta que teria virado na fronteira de SP para PR. É bem verdade que andamos, andamos, e horas após o dito acidente a situação se normalizou tão bruscamente quanto começou, sem que víssemos nenhum vestígio de acidente. Vai saber...

Acompanhem aqui, em forma exclusiva, nossa saga pelas estradas até Curitiba pelos links abaixo em 5 capítulos:

1- ao encontro da carreta tombada
2- chegando ao local da carreta tombada
3- no local da carreta tombada
4- passada a carreta tombada
5- conclusão provável sobre a carreta tombada

Perdemos nossa entrevista pelo atraso, e depois demarcamos para quando estivéssemos em Curitiba na volta da turnê, na quarta feira seguinte. Mesmo após a insistência de meus colegas, minha cabeça dura que contém meu miolo mole fez questão de dirigir durante todo o trecho da viagem SP-CWB. Durante a viagem não senti sono ou cansaço hora alguma, mas quando chegamos e nos assentamos, era um zumbi. Nossa formação, que se seguiu durante quase toda a viagem era eu como motorista, Felipe como co-piloto e dj, Guga (atras de mim) como GPS humano, e Jamil como fotógrafo e RP telefônico.

Já em Curitiba, ficamos no Estúdio/Produtora FAN, do Ricardo da banda Bartenders. Fomos recebidos de forma excepcional. Dormimos num dos quartos do sobrado, o pessoal do Relespublica nos assessorou com uns colchões extras e antes de sairmos no dia seguinte o Ricardo e sua carioca namorada ainda nos prepararam uma macarronada de almoço. Pessoas simpaticíssimas e super anfitriãs, nos deixaram muito confortáveis! No Motorrad, que era onde iríamos tocar e era quase do lado da FAN, conhecemos também as duas donas no bar, Jennifer e Fernanda, duas loirinhas catarinenses lindas e simpaticíssimas, que completaram a estória de nos deixar a vontade em nossa rápida passada por Curitiba.

A noite foi muito legal! O lugar é do tipo que o RJ precisa para bandas independentes. Pequeno mas super bem cuidado, do tamanho e jeitão exato que a gente precisa por aqui. O nosso show abriu a noite, e apesar de cansados acho que tocamos bem. A platéia foi receptiva e cumprimos nosso dever da noite. O Relespública entrou depois e fez um show grande e animado mesclando suas músicas - como a excelente "Garoa e Solidão" que ouvimos dezenas de vezes na viagem - e covers de bandas de rock das antigas. São eles pessoas muito simpáticas e excelentes instrumentistas e showmen no palco.

Fiquei o resto da noite quase toda no bar, experiência que eu comparo com aquele programa "A Praça é Nossa" que passava no SBT. Você fica ali no bar, e várias pessoas vão chegando e saindo, contando suas histórias, e se você fica ali você rapidamente passa a interagir com todas elas. Foi legal pra caralho!!! Teve término de namoro, discussão sobre pegações, análises de sotaques sulinos, conversa sobre a cena musical curitibana e carioca.... muito legal!

Outra pessoa que não pode deixar de ser mencionada é a Ângela. Conhecemos ela na barraquinha de vendas dos produtos LascivaLula - que o Guga estava administrando - e tentamos convencê-la a ir em nosso próximo show, em Floripa. Ela convidou uma amiga a ir, mas já de cara sabíamos que ela não iria, porque realmente não faria nenhum sentido. =). Mas ficou a recordação da pessoa muito legal que ela é!

Quando não tinha quase mais ninguém na casa, estávamos nós saindo também de volta à FAN. Agradecemos e nos despedimos das donas e barwomen Fernanda e Jennifer, bem como dos relespublicanos - que pra completar ainda nos cederam todo o arrecadamento de entrada para as bandas (que teoricamente seria dividido entre as duas). Mesmo que quiséssemos falar mal dessas pessoas ia ficar bem complicado pra gente sair bem sucedido.

Fim de noite, fim de post.
Amanhã ou depois continuo......

8.4.04

É isso aí, chegados leitores!

21:32 exatos em meu lar, e cheguei há cerca de uma hora do que foi o fim de nossa passagem pelo sul! Nossa viagenzinha, pra quem não soube, se iniciou na quinta feira passada à noite (com os preparativos na casa do jamil para sairmos na manha de sexta) e tocamos em Curitiba com o Relespublica; Floripa com o Pipodelica e Porto Alegre com o Wonkavision.

Foi foda. A quantidade de pessoas legais, fatos engraçados, shows fodas e situações inusitadas é absurda de grande. Confesso pra vocês que estou meio cansado no momento, e pro resto do dia tudo que eu quero é um banhão, um jantarzão, uma televisão na minha cama em companhia do meu cão, e uma sono até amanhã na hora que eu bem entender. No entanto, temos mais de 200 fotos da viagem, gravações em audio de depoimentos nossos ao longo dela e muita coisa pra escrever.

Combinamos que a partir de amanha, ja que vou tirar o feriado pra dar uma descansada aqui no RJ, vou estar postando a cada dia uma espécie de resumo de cada dois dias de viagem, começando na quinta passada e terminando na chegada hoje....

incentivos grandes a quem pretende fazer uma viagem do gênero...
parabéns enormes às namoradas dos meus camaradas que enfim os tiveram de volta...
beijos absurdamente exagerados à todos que conhecemos e nos deram aquela mão!!

boa noite.

zzzzzzzzzzzzzzzzz..............


6.4.04

Se às vezes - à noite, nas estradas desconhecidas e mal sinalizadas, nós quatro sem mais piadas e gracinhas, e sem energia para quase nada - dá vontade de desistir da viagem e voltar; quando chegamos nos lugares, a satisfação de ser bem recebido e o prazer de subir no palco e soltar a mão no instrumento valem e superam qualquer adversidade.

Aqui em Porto Alegre não foi diferente. O Wonkavision (o Marcello, aqui do lado, manda um abraço especial pro batera Kiko) e o casal Brunão e Juliana nos receberam muito bem. Sem palavras.

Estamos voltando hoje. Passaremos pelas mesmas cidades que tocamos, agora com mais tempo para conversar com as pessoas e descansar um pouco.

Acima! Ao Rio!

5.4.04

Ansiosos leitores....

E eis que estamos nos aqui no inicio de uma entrevista para o site Musica Tri, com a Angela, em Porto Alegre. Essa é a primeira vez que estamos conseguindo ter acesso à Internet e então vou tentar colocar algumas das impressões que tivemos ao longo da viagem:

- a viagem até Curitiba foi quase otima. A gente tava crente crente que tudo daria certo, seriam 11 horas e viagem... quando uma maldita carreta fantasma tombou acrescendo nossa jornada em mais 3 horas e meia. Mortos, tudo compensou com o show no lugar legal pra caramba que é o Motorrad. As pessoas de lá são absurdamente legais. O show e os integrantes do Relespublica (pessoalmente) são fantásticos; as meninas do Motorrad (Jennifer e Fernanda) são umas graças e o povo lá do Estudio FAN são tudo o que uma banda precisa pra ser recepcionada como reis.

- os caminhoneiros da estrada são legais pra caramba.

- nossa formação como banda só perde para nossa formação como grupo de viagem: eu sou maluco, o jamil é chato, o guga é perdido e o felipe é exausto.

- para Santa Catarina as coisas foram um pouco mais relax. A casa que a gente tocou lá - o Drakkar - é foda. O pessoal do Pipodélica é mmmuuittooo legal. O show e a noite como um todo foi tipo TOP 3 da minha passagem pelo LascivaLula. O show o Pipodelica foi excelente, o publico tava animado com as 2 bandas, o clima tava otimo, o lugar era excelente.... noite memoravel.

- frio no sul durante o mes de abril é uma propaganda enganosa. temos 50 casacos, e nenhum deles usado.

- O Jamil fala todo dia da Priscila. O Guga fala todo dia da Susana. O Felipe fala todo dia da Clarice. E eu... bem, eu falo merda o dia inteiro.

- As mulheres do sul são sensacionais.

- Já estamos experts no sotaque gaúcho.

- Estamos com fotos diversas e gravações no nosso gravadorzinho portátil. Vamos ver como disponibilizaremos isso depois.

- Hoje é dia de show em POA. Ontem chegamos bastante tarde, e estamos na casa de um amigo nosso - o Brunão, com sua adorável namorada Juliana e sua simpática irmã Daniela. Demos uma descansada boa, e após uma gravação de um programinha na TVE daqui, estamos nessa entrevista, poucas horas antes da passagem de som (daqui há sei lá, 2 horas).

- Acho que é só isso. A Grazi do Wonkavision já esteve com a gente, e parece que está tudo certo. Daqui a pouco passamos o som e tenho a sensação de que o show de hoje vai ser o melhor a turnê.

- acabo de saber: somos capa do click rbs!

- Deixa eu ir lá agora pra ver o que meus comparsas andam falando na entrevista... amanhã já descobri onde tem um LAN House onde colocaremos coisas sobre o que aconteceu hoje.... abraçãos!

2.4.04

Estou com sono, já tomei leite. Se você encontrar com o Lasciva Lula na estrada, grite. É bem capaz de ganhar CDs e camisa.

Escolhi alguns CDs para ouvirmos no carro. Mostrei antes e foram quase todos rejeitados (o Marcello, por exemplo, disse que não toca Caetano Veloso no carro dele - e o "Jóia" é tão bom...). Só quero ver se resistirão ao "Festa no Céu", da Coleção Disquinho: "4+4, 4, com mais 4, zero - TÁ ERRADO!!!".

sonâmbulos leitores....

4:59 e já estamos os quatro de pé, tentando violar a física e provar que mais de uma coisa pode estar no mesmo espaço ao mesmo tempo, se é que queremos viajar levando toda a bagagem que planejamos. Mas se tudo se resolve, isso se resolverá também. Que São Siri - o Santo Padroeiro das (e dos) Malas - nos ajude.

Não dô 10 minutinhos pra gente estar saindo.

Avisa mamãe que quando a gente chegar a gente liga.
Um beijo,
tchau.


Quatro e meia da manhã. Daqui a 12 horas esperamos estar em Curitiba para o primeiro show da mini-turnê.

Tentaremos agora o milagre da compressão para tudo entrar no porta-malas da Paraty que nos levará às três capitais da região sul do país. Tem que caber: instrumentos (2 guitarras, baixo e peças do kit-rush da bateria do Marcello), mochilas de roupas, colchonetes e muitas camisas e cds da banda que esperamos que fiquem por lá.

Esperamos parar pra postar de vez em quando, fiquem atentos.... é isso, pé na estrada!

abçs!

This page is powered by Blogger. Isn't yours?