28.1.05

BLOG edição FOTOLOG - 28/01/2004
(como a merda do fotolog não atualiza, radicalizei)
Peça "Olívia Lik" na MTV - (11) 3511-3333
guga (com cigana zarah, alê e eu) e jamil tentam a sorte em BH
"É organizado, prático e de confiança e bom disciplinador, e seguro. Tem determinação, lutam assustadoramente para alcançar seus obejetivos, trabalha bem, com as mãos, é excelente para trabalhos pequenos de rotina. É ambicioso. É dedicado, ama a lealdade e a honestidade. Quer afeto mas muitas vezes deixa de conquistá-los por sua severidade, ama a pátria. É trabalhador e batalhador, deve cultivar mudanças, aceitar o novo e descartar o velho"
cigana sarah
quando estávamos em belo horizonte fomos ao mercado central. lá encontramos duas lindas moças, a cigada zarah e a cigana sarah. a foto acima mostra o mágico momento em que zarah leu a mão do guga e depois cagou o papel com suas previsões. (literalmente, o papel foi impresso e nós não sabíamos onde ele tava, então a moça da loja meteu a mão atrás dela e arrancou o informativo, deixando-nos na dúvida se era realmente um boleto ou um papel higiênico.
ao lado, jamil também tentou a previsão do futuro no campo das finanças, mas percebeu que está com muito menos sorte do que imaginava.
a previsão acima, da cigana sarah, é uma transcrição PERFEITA e revisada. notem que quanto ao meu futuro não sei se ela acertou, mas a previsão que eu faço para ela é que ela vá urgentemente para a escola para aprender o tal do português.
AGENDA
16/02 - Lasciva Lula abrindo para quem será? - algum lugar - RJ
05/03 - Lasciva Lula - Atari - SP
06/03 - Lasciva Lula com Noitibó, The Feitos, Nelson e os Gonçalves e outros - São Gonçalo - RJ
07/03 - Lasciva Lula e Noitibó - Copacabana - RJ
RESPONDENDO PERGUNTAS:
- tiago, se você é de são gonçalo então vai dia 7!
- cla, "dia e noite" é da coleção "inéditas do lasciva lula"!
- sá, a o logo da bicicleta tem uma estorinha sim! era uma vez um designer que teve que sentar o rabo para inventar um logotipo... a estória é mais ou menos assim. aí depois teve a continuação: era uma vez outro designer que também era baixista que teve que pegar esse logotipo e reproduzir de 1001 formas. estória triste, né?? =)))


26.1.05

UAI TOUR
2005
BH e JF



20/01
nossa viagem começou mais tarde do que deveria.
saí de casa por volta da umas 10:30 para ir coletando meus amigos pelo mundo (botafogo e maracanã).

(nota do que vos escreve: fiz várias regras idiotas para o meu ano de 2005. eu fico falando isso toda hora, e parece que é para me gabar, mas na verdade é para me explicar. uma delas é que em 2005 não vou andar de elevador em hipótese alguma. (em morte, talvez). segue relato.)

depois de ter descido e subido diversas vezes pelas escadas carregando coisas pesadas da vida,

(nota: sou baterista)

chego

(nota: meus amigos desgraçados para dificultar ainda deixam pedestais de voz comigo)

então no meu carro mais molhado do que vagina de católica ortodoxa em noite de núpcias.

após o recolhimento se inicia nossa viagem, onde muita merda é dita e pouca publicada.
felizmente não levamos o gravador conosco, porque eu colocaria coisas censuradas aqui no blog, o felipe e o jamil iam me ligar me dando esporro, eu ia ter que tirar... então foi bom que poupou trabalho.

fomos ouvindo muitas coisas no caminho. algumas muito boas, outras uma eca. vou citar alguns que lembro e deixo o julgamento com vocês: pavement, pixies, canastra, lasciva lula, direitos autorais, mutantes, gilberto gil, frank jorge, living colour, pele, stephen sei lá das quantas (do pavement), jack valente e television television television television television television television foi alguns que eu me lembro agora.

não sei se deu para notar, mas achei television muito repetitivo.

parada para o almoço: restaurante mineiro de posto de gasolina no meio da estrada. nos veio uma espécie de maitre tosco (em restaurante de posto nao tem maitre) e tal qual um vendedor de seguros perdeu uns 10 min de sua vida e muitos mais das nossas nos explicando as singelas diferenças entre um prato feito e um prato comercial, com suas sub propriedades que se referiam ao número de repetições, preços, quantidades de repetição de carne e as vantagens percentuais de cada um dos "negócios". haja análise combinatória. fomos sentar na mesinha agradável da varanda, e descobrimos que era na frente da lata de lixo fedida. com quem nasce com a bunda pra lua é assim.

o destaque vai para o "mexidão". mexidão era um prato servido no local, somente após as 23:00. ficamos confabulando o que será que haveria nesse promissor prato da culinária mineira de estrada, porém infelizmente não costumamos fazer noitadas na estrada. fica pra próxima.

saímos e ao pagarmos ganhamos 4 mariolas de brinde. me senti momentaneamente num jogo de computador ao imaginar que mais à frente eu poderia trocar as 4 mariolas por uma chave que abriria um cadeado que libertaria um monstro que mataria um assassino que tinha um filho que gostava de carros cujo dono de um era empregado de um plantador de bananas. coisa de gente maluca.

ao chegar perto de BH nos divertimos horrores com o jogo mais divertido das estradas!
é fácil: ao chegar perto de um multômetro daqueles que diz no painel a quanto por hora voce está, pouco antes façam apostas e passe por baixo do troço. quem acertar em cheio ganha um prêmio, por exemplo uma mariola. felipe e guga arrebentaram no jogo, eu e jamil somos um fiasco.

diálogo com a alê, minha amiga mineira, me explicando como chegava na casa dela, ao entrar na cidade:

- passa ao lado do BH shopping, anda mais, passa pela favelinha ao lado esquerdo, passa pelo ceat que é uma escola e vira na primeira à direita.
- ok!! - disse eu.

10 min depois, estamos perdidos.
com mais 30 min, apos ligarmos para a alê, ela nos resgata no meio de bh, onde alias tinha um orelhao com banquinho. ficamos impressionados. depois carioca que é preguiçoso.
ela pergunta:

- po, voces nao viram o coc nao?
- que coc?
- ué, a escola!
- ué, não era ceat?
- não po!
- (com cara de cu, se lembrando que realmente ela disse que era coc)

fomos dormir na casa dela e do pai. figuras gente finíssimas. a alê eu já conheço de longa data, minha companheira de encontros de estudantes de arquitetura, não dispensa uma boa diversão e um copo de cerveja. o pai dela, muito gente boa também! no início bem caladão, depois de 30min já estava rindo com as besteiras de nossas vidas! quando ele disse "ó, querem comer qualquer coisa ai pode pegar, mas só tem banana e salsicha! casa de homem é isso ai!" eu senti uma empatia imediata.

o "a obra" é muito legal mesmo! depois de ouvirmos a provavelmente corriqueira brincadeira de "mas cuidado para nao pisar no prego, hein" ao perguntarmos prum taxista como chegávamos lá, pudemos nos encontrar com a mariana e o rui (acho que é ruim, eu esqueço!) para passar o som, pouco antes do povo do verbase chegar para fazer o mesmo. o lugar é mto legal, e parece uma versão bem menor de algo que seria uma cruza da casa da matriz com a bunker, e prima de primeiro grau da funhouse em sao paulo.

após enchermos a cara de esfirras e vermos o show show do verbase (que foi MTO bom) estávamos prontos para comerçar o nosso. o verbase tem um show mto legal. eu gostei do de ubá, mas gostei muito mais da versão em BH, sei lá porque. e eles tem uma musica, que abriu os dois shows que eu vi, que é muito foda. tem uma guitarra muito foda!

(nota: uma outra regra minha para 2005 é não beber alcool algum. isso mesmo. triste, não?)

acho que pela primeira vez na vida subi no palco 100% sóbrio. mas eu tava muito animado. o felipe, jamil e guga, idem - porém devidamente calibrados. o som no palco tava muito bom, e o público tava respondendo muito bem! muito legal mesmo! a casa deu uma enchidinha (não tava lotado não, mas tava cheínha) e foi muito legal tocar!

o show deve ter tido em torno de uns 50min, onde a gente tocou aquela mistura de musicas ja gravadas com nao gravadas nossas, e mais alguns covers, dentre eles "não vá se perder por aí" e "sloop john b.", dos mutantes e do beach boys, respectivamente. a gente tem se divertido muito cantando essa do beach boys, o arranjo de vozes é complicado, e a gente sempre fica com medo de errar - e sempre erra - mas é sempre legal! fiquem ligados, pois poderemos errar num show perto de você também!

terminou o show e ficamos um tempo lá ainda, curtindo o local e as pessoas. a mariana é gente fina pra caralho! além do mais, conhecemos um povo legal, dentre eles a menina que colocou nesse mesmo blog (sim! e está lendo agora!) que tinha a fita do lascivalula mas tinha perdido e também a menina que me escreveu dizendo que achou legal aquele post que eu falava que as vezes choro ouvindo musicas! um beijao pras duas, Carol e Anna! foi legalzão voces terem ido no show, e mais legalzão ainda termos conhecido e batido papo com as duas!

pra terminar a noite, além de ter encontrado com vários amigos meus de BH que estavam por lá, ainda nos encontramos com uma que não víamos há mmmmmmmtto tempo, com quem saímos no dia seguinte e foi uma das noites mais legais de saídas em viagens dessas que a gente sai pra tocar. mas isso só num outro post, tenham dó.

aí fomos dormir.

boa noite.


mas que canalha esse guga!
anunciou que tinha post novo sem ter, agora terei que escrever qq merda pra voces, vejam só!

mas tá legal, eu tô com saudades de vocês, apesar da recíproca não ser verdadeira, então vamos aos últimos tópicos:



ÁINS- promtos para a globo

além da música, os integrantes do lasciva lula também atacam na expressão corporal. veja essas imagens e fique boquiaberto: (contatos artísticos, envie email para gente)



por favor! comente aqui e vote quem é o melhor!

a) guga_bruno, a estátua
b) felipe, o vesúvio
c) marcello, a muda
d) jamil, o pamonha

não vale n.d.a.
o seu voto é muito importante para nós.

ZITVÁI- viajem

tocamos em BH e JF nesse último fim de semana, como vocês já (não) sabem.
não só cheios de fotos ridículas voltamos nós para o RJ, e os shows que fizemos foram muito bons! seguem meus relatos nos próximos dias. vou ver se dedico um post a cada um dos shows, porque aconteceram muitas coisas, e como eu sou daqueles que fala muito sobre qualquer assunto besta, imagine só o que pode sair do meu cérebro fétido depois de 4 dias.



DRÁI- canaxtra

bem que eu tento, mas não consigo parar de ouvir canastra.
o cd deles é muito bom. as coisas que eu amei eu continuo amando, as poucas coisas que eu não gostei eu não continuo gostando e as coisas que eu achava mais ou menos já foram para a primeira categoria.



FÍER- danso na xuva

odeio a chuva.
mas odeio mais as pessoas que andam devagar com seus guarda-chuvas, impedindo que nós, molhados e desesperados, possamos transitar menos sofridamente.

e de repente me ocorreu: se ganso é com s porque danço é com ç?



FÚNF- próximos shous

to sentindo que em janeiro a gente nao toca mais não, mas hoje recebi uma ligação de mr. schuery me semi-confirmando um showzaço para meio de fevereiro. assim que se confirmar avisaremos. é para não faltar.



ZÉQUIS- música nova no pedásso

estamos terminando de mixar uma música que fizemos para um curta-metragem semana que vem. ela ficou bem legal, e até tocamos ao vivo em JF. se for liberada, vocês conhecerão... qual o nome? sei lá, acho que não tem.



ZÍEBEM- it's very nice pra chuchu

quem anda de trabalho novo aí na área é o pipodélica (www.pipodelica.com.br), que alías está vindo aqui para o "ruídos". vale a pena ir no site dos caras, ouvir tudo que é música e ir preparado aqui no RJ para um showzão. se dermos sorte, teremos também o lançamento do álbum dos the feitos (www.thefeitos.kit.net) no mesmo festival, onde também vão tocar. desde já destaco "feios, mas felizes" música esta com que curiosamente me identifico.



NÁIN- a há!

vai dizer que você não ficou na dúvida se "xuxu" era com "x" ou com "ch"??




20.1.05

veja só! 2 posts em 2 dias! assim vou virar funcionário do mês!

dizem que o mundo tende ao equilíbrio, e em parte eu presenciei isso no sérgio porto, onde o ramirez e o eisah se apresentaram. o eisah eu nao vi que eu tive que ir embora, mas o show do ramirez foi mto bom mesmo.

pausa pra explicações.
o leitor a esse momento já não deve saber o que pensar: que tipo de mente doentia diz que gosta mto de canastra, de som da rua e de ramirez? é praticamente a mesma coisa de dizer que acredita ao mesmo tempo em deus, em buda e em pai de santo. mas é que nesse aspecto eu sou um sujeito bem eclético mesmo. tem coisas que eu nao gosto, e das que eu gosto algumas eu gosto mais para uns momentos.

sendo assim o canastra, o som da rua e o ramirez jamais competiriam entre si, cada uma é muito boa em sua categoria.

para mim, o canastra é aquela sonzera meio bigband num quarteto de voz/guitarra/baixo/bateria. musicalmente riquíssimo, musica para se animar e para se apreciar no sentido artistico da coisa mesmo.
o som da rua é aquela banda que é a cara daquele som das boas bandas pops que tocam no rádio. eu sei que hoje em dia já não existem muitas, na verdade eu nao consigo agora pensar em nenhuma tirando skank e nando reis, mas então melhor, o som da rua vai fortalecer o time.
o ramirez já ataca num público acho que mais jovem, aquela coisa bem "los hermanos no primeiro cd", guitarreira, letras de amor, grandes doses a la weezer.

mas voltando ao show.
todo problema de guitarras, amps e som que rolou na noite anterior de modo infeliz no show do som da rua parece que se resolveu e foi reprimido com reforços no primeiro show dessa 4a. a equalizacao do ramirez foi de longe a melhor (ao meu ouvir) no humaitá pra peixe até agora. aquela porradaria de guitarras, baixo limpo e na medida certa, vozes claras sem estar excessivamente altas e bateria com caixa e bumbo sobressaindo mas sem competir com a voz. tinha visto o som do ramirez num show do odisséia e achei mto ruim de equalizacao, mas hoje o técnico acertou a mão em cheio. (ou errou a mao em cheio no outro show, ou até as duas coisas)

o show foi animadão, a molecada esporadicamente pipocava saltitante ao meu redor demonstrando a felicidade em algumas das músicas mais conhecidas. foi legal.

ai sai correndo que nem um louco para o estudio onde a gente ta terminando de finalizar uma musiquinha para uma trilha de um curta. alias a tal tá mto legal até agora. talvez um dia voces ouçam.

agora é só dar aquela descansada.
amanha a essa hora devemos estar com o povo do "uai".

e é hora de dizer tchau.



18.1.05

nunca tinha ouvido falar.
juro.

ai um dia o felipe comentou comigo. disse que éram muito bons.
e eu nunca nem tinha ouvido falar.

eu tenho esse problema muito grave, esse da ignorância quanto às coisas que giram ao meu redor. não surpreenderia a mim mesmo se eu lesse a palavra "tsunami" e perguntasse: "tsunami? o que é tsunami? alguma comida japonesa?". eu simplesmente sou tão desligado e volto tanto a minha "cultura" para certos campos preferenciais que eu deixo os outros totalmente carentes. e isso faz com que coisas que estão na cara de todos sejam alheias a mim, como por exemplo o fato de eu nunca ter ouvido "festa no apê" - o que por outro lado mostra como essa minha deficiência pode atuar a meu favor.

e nunca tinha ouvido falar mesmo.
mas justiça seja feita acho que a culpa é meio minha e meio da divulgação deles, porque pô, né possível.

mas tanto se falou sobre os caras que eu decidi que hoje eu não perderia a oportunidade de conhecê-los. mas conheci antes, ate.

foi quinta passada.
vocês já foram no odisséia nas quintas de janeiro?
está tendo uma série de shows, na verdade um por quinta, do "Lafayette e os Tremendões", que é o seguinte: o tecladista do roberto carlos tocando vários de seus sucessos das antigas com uma banda de primeira o acompanhando: o melvin (baixista número 1 do RJ e vou parar por aí, porque o currículo dele excederia meu limite de texto nesse blog), o gabriel (autoramas), a érica (penelope) e um outro guitarra/vocal e um baterista que não conhecia.

é fenomenal.
mesmo eu que não tenho influência nenhuma do rei, achei foda. é um show pra lá de animado, com dezenas de músicas que nem uma besta como eu poderia deixar de conhecer e muito menos de apreciar. e a banda bem como o próprio lafayette é 5 estrelas total.
nessa quinta não vou porque o lasciva viaja para BH e JF para fazer um parzinho de shows nas terras do tutu. agora, na próxima, e de encerramento, vou, provavelmente com meus três comparsas lascivos e suas garotas.

cheguei hoje no sérgio porto com vontade de mijar.
comprei minha entrada logo, entrei e fiz o que só eu poderia fazer por mim.
depois comprei um mate (e mais tarde outro, o que por sinal me deu uma outra vontade de mijar ao chegar em casa) e me sentei ao lado do palco.

a primeira coisa que me chamou atenção não foi o enorme contrabaixo acústico branco encostado no palco, e sim o prato de ataque na bateria, quebrado em dois pontos, fazendo duas meias-luas, que eu já vira soar quinta passada.

não demora muito até que os quatro sobem no palco: o dono do alvo instrumento (de quem não recordo o nome), o guitarrista bruno levi (que o jamil e o guga conheceram sei lá aonde e muito menos como) e a dupla de tremendões renatinho e marcelo.

o show começa e eu fico paralisado vendo o som dos caras.
no meio do show pensei sabiamente: "vou dar um pulo lá fora e comprar um cd deles antes que acabe". mas uma voz sensata me disse em minha mente: "não, po! ve o show, comprar o cd e perder 5 min de show não vale a pena!".
não fui.
nunca fui muito fã da sensatez.
ao fim do show não haviam mais cds.

mas e o show?
deixa eu dizer o que eu disse pro bruno (que claro q nem sabe quem sou eu) num esbarrão qualquer no sérgio porto: "fazia tempo que eu não ouvia um show de música tão boa assim".

achei muito foda. é um som geralmente mais rápido, com arranjos e estruturas muito trabalhadas e mesclando rock com aqueles jazz animadões. ou ao menos foi esse o impacto que teve em mim. no lasciva, creio que todos gostam de jazz, alguns bem mais que eu, mas também creio que dos 4 nenhum tem tanto gosto por ele quanto eu. e foi essa a riqueza musical que me agradou tanto e que eu nunca tinha visto, esse casamento tão bem feito de rock/pop/jazz rápido.

gostei tanto do som que diria mais: quase seria capaz de matar meu xará mudo de prato rachado e vestir uma máscara tosca da cara dele para ter a chance de poder tocar aquilo também.

mas só quase. e o que me impede não seria o meu caráter, porque eu não tenho nenhum, e sim 2 coisas: a perda para o mundo em eliminar um baterista tão bom; e o fato de eu não ser capaz de tocar o que ele toca. aliás, ele merece um parágrafo inteiro. esse não, o outro.

eu sou um baterista chato. eu conto nos dedos os bateristas que aprecio do meio independente ou de bandas pequenas. mas o marcelo callado é foda. o que eu vi foi uma mistura bem próxima da perfeição no jeito de tocar, fazendo o que tinha que fazer quando era legal e se poupando quando era mais conveniente. criativíssimo. e além de tudo um showman no palco: nunca fui fã de baterista apagado no fundo do palco. a gente se diverte então tem que botar pra fora. a diversão, claro. e além de tecnicamente ser excelente, é melhor ainda musicalmente, e trata a bateria como uma voz na música, e não um relogio que faz tique taque com viradas quaisquer jogadas à esmo. clap clap clap pra ele.

o resto da banda, fodassa também. todos tocavam muito, todos super à vontade. pra não dizer que não houve defeito, não gostei do convidado (também meu xará) na hora que ele tocou gaita, achei ruim. mas o sax ficou fodão.
o renatinho também já tinha me chamado atenção junto ao lafayette e meu respeito musical por ele só aumentou exponencialmente hoje.

juro que ainda compro esse cd.
e se vocês virem um show do canastra por aí, não deixem de ir.
e comprem o cd antes, só por precaução.


depois teve o show do som da rua, mas o show não foi muito legal pra falar a verdade.
mas a culpa não foi deles de forma alguma. e nem do humaitá pra peixe, creio, acho que foi azar mesmo.

o som da rua tem um som muito diferente do canastra, mas dentro da sua proposta é feito com tanta seriedade e competência quanto. o canastra é um rock mil vezes mais complexo e menos pop do que o do som da rua, e eu sou capaz de apreciar muito ambos. (e outra coisas também)

mas voltando ao som da rua: deu problema no amplificador da guitarra do liô, depois no teclado. o fabrizio saiu do palco no meio do show porque nem tinha mais o que tocar. o show foi esfriando algumas vezes porque o liô foi pego de calça justa e teve que dar aquela segurada falando durante muito tempo coisas que nem sabia o que ia dizer com a platéia enquanto o problema era resolvido, mas é complicadão. depois na apresentação da banda quando o tecladista foi ao palco para ser apresentado foi meio constrangedor também, ele (com motivo) não sabia muito como se portar na frente do palco, ainda mais sem instrumento pra tocar e com a música rolando. imagino que se eu tivesse que sair da bateria para ficar na frente do palco durante meia música enquanto ela rolava eu ia preferir a morte.

eles foram bravos, não deixaram a peteca cair e se mantiveram animados por todo o show, mas como show deu uma quebrada que meio que sacaneou eles. isso pode ter sido meio embaraçoso para eles, mas ver show bom do som da rua é mais fácil que peidar dormindo, então eu não me preocupo muito não.




bem, quinta feira estamos indo pra MG.

quem estiver em BH apareça no A OBRA na quinta!
quem estiver em JF apareça no MEZCLA no sábado!

e quem for ficar pelo RJ mesmo aproveite para ir no odisséia de noite, para mais uma dose de renatinho+callado+melvin+gabriel+erica+lafayette.

e peguem uma praia por mim.


9.1.05

depois de ficar sem postar ha tanto tempo, desde o ano passado, (sempre adoro o ano acabar para eu poder usar essa piada) aqui estou eu de volta.


as novidades musicais mais imediatas são basicamente duas, uma geral e outra nossa:

- a geral é que já começou o "humaitá pra peixe 2005", que vai rolar até dia 26/01 no Espaço Cultural Sérgio Porto, onde aliás nós tocamos algumas vezes e é fodão. (lugar esse em que já tocamos é o sérgio porto, e não o humaitá pra peixe, mas podem convidar que a gente vai). vai ter coisa legal pra caramba que ao menos vale escutar/ver para saber o que tá rolando de bom no underground por aí. pessoalmente, destacaria o Gram, Canastra, Ramirez, Som da Rua e Kassin+2. claro, pretendo ir nesses dias aí.

- a nossa é que em 2 semanas mais ou menos estaremos fazendo nossa próxima incursão a MG, onde estaremos tocando, se tudo der certo e nada der errado, em Belo Horizonte no dia 20, São João del Rey no dia 21 e Juiz de Fora no dia 22. falta confirmar coisa aí, mas já vou logo avisando para você, mineiro querido, já vá reservando na sua agenda. quando tudo tiver em riba a gente avisa pelo mailing, site e flog, ok? aliás nesse período 20/1 - 23/1 vai ser provavelmente aquele esquema de feriado enforcado no RJ, entao os cariocas também podem aproveitar para visitar aquele parente que não vê a muito tempo em MG, e, de quebra, cair pro show da gente.


- outro dia passei por um momento de semi-desespero. estava trabalhando e ouvindo cd ai no fone de ouvido. ai comecei a perceber que eu ouvia bem menos com o ouvido esquerdo. me lembrei de uma entrevista do ex-baterista do faith no more onde ele disse que era mais surdo do ouvido esquerdo por causa do esporro que os pratos de contratempo fazima no ouvido dele. ai pensei - "ih, fudeu!". o susto foi desfeito após a genial idéia de trocar os lados do fone, e constatar que na verdade o aparelho que anda mal das bocas e não eu dos ouvidos.


- esse ano criei várias regras para minha vida, nenhuma visando exatamente saúde (por mais que possa acabar sendo uma consequência) mas sim minha cabeça louca de lógica de raciocínio esquisito. dentre elas mantive os dreads mas parei de beber. 2005 sem álcool. vamos ver o que acontece, agora que eu vou saber se realmente eu gosto do felipe, jamil e guga ou se era tudo mascarado pela droga etílica.


- dos 4, como regularmente falo, sou o menos adepto do rock antigo, disparado. conheço pouco, não me interesso em conhecer muito, o pouco que conheço não me chama muito mais atenção do que as coisas boas de hoje em dia e fatores históricos definitivamente não são levados em consideração para eu gostar mais ou menos de alguém. (tipo: "ah! essa banda é foda porque eles foram os primeiros no mundo a tocarem tal coisa"). mas aí nos últimos tempos andei tendo uns contatos a mais com beach boys por conta do guga, que está obcecado pela coisa. ai aliado ao meu pouco conhecimento dos beatles, realmente entendi aquela sequência do revolver - petsounds - sgt peppers - smile. tá realmente na cara, e é perceptivel como o som foi mudando influenciado pelo antecessor. é bem verdade que o smile que eu andei ouvindo foi o novo, e não o de 67, mas o conceito é bem claro. e beatlemaníacos me batam, historiadores musicais me critiquem, roqueiros sessentistas me azucrinem, mas gosto mais dos beach boys. o jamil cansa de me dizer que a discografia dos beatles é muito melhor, mas do que eu ouvi no confronto dos dois albuns mais polemicos das duas bandas, os beatles vencem na ousadia mas os beach boys ganham na beleza artistica da coisa, que é o que me interessa realmente. pet sounds é foda e smile é sinistro.



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