27.2.05

= MARATONA LASCIVOBLOG =
= DOMINGO =

esse é o post final da maratona lascivoblog.
agora sabe-se lá quando que eu vou escrever nesta merda de novo.
como já falei de tudo e de todos, vou terminar esse post em alto nível!
digo, sempre falando as coisas baixo-nível de sempre, mas eu um único post eu vou falar de mim, dos lascivos, dos universos, de jornalistas, de produtores, de celulares e de batatas inglesas.

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o que acontece quando se junta um recém vegetariano esfomeado de noite apaixonado por comida alemã, um micro ondas, uma garrafa de molho shoyo (associada ao conhecimento de que o microondas esquenta partículas de água, ressecando os alimentos), um pedaço de pão e uma geléia de morango? esse negócio que eu estou comendo agora, que chamaria de batata inglesa regada à shoyo com molho de requeijão. eu admito, num ficou bom não.

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pra que o pedaço de pão e a geléia? plano b, caso tudo desse errado. até que deu pra comer, mas não vou deprezar a segunda opção não.

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malditos sejam felipe e jamil que não me chamaram para a praia ontem. guardarei essa mágoa para sempre em meu coração amargurado (e pálido).

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facção paulista do brasil, estamos indo para i nesse fim de semana. não somos crianças há 15 anos atrás na véspera do natal, mas mal podemos esperar até tocarmos no atari.

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e domingo tem o rock in rio de são gonçalo! é longe, mas vai ser e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r.

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uma vez no sérgio porto (num dos CEP20000 de autoria do genial chacal) uma hora tava eu com aquela minha cara de zé mané olhando pro telão quando de repente no video que passava alguém falou: "se não está na mídia, não aconteceu". aquela frase calou fundo dentro de mim, mais forte do que qualquer mandamento para o cristão mais ortodoxo.

ser crítico de qualquer coisa, ainda mais profissionalmente, deve ser uma foda. porque você não pode nem ser covarde ao ponto de dizer que não gosta de tal coisa, e nem deve ficar zoando coisas sem propósito. isso porque, você sendo importante ou não, está levando opiniões que muitas vezes se confundem com fatos às pessoas, e tem então o poder de exaltar ou sacanear muito uma pessoa para outras, porque o preconceito existe e é fato consumado.

eu sou taxado de ser um cara muito bonzinho e legal. mas eu tenho muito defeito. mas muitos mesmo. pense num, e provavelmente eu tenho. mas uma coisa que modéstia à parte eu sou, é um sujeito razoável. tirando os momentos em que eu penso às coisas impulsivamente no calor do momento, eu sou um dos caras que eu conheço (!?!) que mais é capaz de ver coisas boas numa parada que particularmente não me agrada.

dando nome aos bois mesmo, outro dia estava lendo uma entrevista de cobertura da dynamite sobre o festival ruídos, que teve aqui no rio, e sinceramente acho que que pisaram na bola. análises muito parcialistas pro meu gosto (se é que existe essa palavra), ultrapassando a fronteira do sarcasmo - da qual sou fã - e se aventurando pela falta de respeito - do qual tenho nojo.

honestamente, não entendi. as coisas devem ser ditas, e devem mesmo, eu sei disso. mas as coisas devem ser ditas com jeito e também depois de estudar bem o caso e tentar enxergar com os olhos de quem está no banco do réu.

e somando um trabalho jornalístico desses com a frase que eu ouvi no CEP20000, o resultado vai ser certamente bem mais desastroso do que um microondas, uma batata e um shoyo.

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adoro batata inglesa, mas só comi as brasileiras até hoje.
(duplo sentido para todos os lados)

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renato martins, marcelo callado e andré nervoso estão em alta na minha avaliação. não que eles ou vocês devam achar isso relevante, aliás eles devem estar pouco se fudendo pra mim, um cara que nem os conhece e ainda fala deles pelas costas (pelo menos, bem!). os recém conhecidos integrantes do universo2 são fantásticos.

o renatinho tem uma presença de palco como poucos. ele não faz absolutamente nada de mais, e ao mesmo tempo toma conta do palco inteiro. aliás, um cara que usa uma correia de oncinha na guitarra, que põe o pé no retorno à la hardrock e que sobe no enorme baixo acústico tombado (com o tocador!) durante o show - com a naturalidade de estar subindo na escada de um ônibus - só pode ser um farofeiro de última categoria ou um músico fantástico de carisma impressionante, e eu particularmente voto na opção 2.

quem entra num palco de bigode também já merece meu respeito por si só. ainda mais tocando bateria pra caralho como faz o meu xará mudo. muito bom mesmo. não conheço nenhum baterista tão bom quanto ele por aí, nem no universo1 nem no universo2.

do nervoso eu não gostava. não sei, não ia muito com a cara, sei lá. do nada. apatia à primeira vista. aliás não é que eu não gostasse, eu simplesmente não achava nada de mais. conheci ele no show do canastra no hpp, e foi essa a impressão que ficou, achei até meio forçada a performance. ai outro dia esbarrei com ele por ai, e ele estava no mesmo ambiente que eu apesar de não termos nos falado, e não sei porque achei o cara muito legal, mais do nada do que a primeira opinião. depois vi no acabou la tequila e gostei dele tocando. até que vi a participação dele no show do canastra no circo, totalmente excelente, como já se diria no rockgol. li uma entrevista dele no dia seguinte, baixei umas músicas, e voilá - virei fã do cara. o sujeito, que possui a melhor das virtudes - ser entre outras coisas, baterista - é um poço de personalidade, expressão e simplicidade. opiniões leigas, porém sinceras.

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meu celular não fica de pé.
já o resto fica.

= MARATONA LASCIVOBLOG =
= SÁBADO* =

* devido a um problema de internet menor, que fugiu daqui de casa na noite de ontem, fui obrigado a escrever o post de ontem hoje, agora de manhã, e o de domingo também no domingo, só que mais à tarde. cruz credo.

como já introduzido no post anterior, vocês sabem da existência dos universos paralelos da música independente carioca. partindo do princípio que o grupo onde o lasciva participa é o universo paralelo 1, falarei um pouco agora do que para mim se identificou como o universo paralelo 2, por mais que claro, cada um tenha sua própria nomenclatura.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O UNIVERSO1 E O UNIVERSO2

a partir do fim do ano passado então, começamos a ouvir fortes rumores de que havia vida fora da terra em que vivíamos. e não sei se fomos nós que começamos a meter a cara para fora ou se foi realmente eles que vieram colonizar nosso planeta, mas a verdade é que de uns 3 meses para cá eu me sinto num filme desses alienígena qualquer, antes das cenas de guerra, claro.

o universo2 teria uma comparação dentro do próprio lasciva lula, pelo que eu vi até agora. as personagens da segunda nebulosa se misturam nas bandas canastra, tremendões, acabou la tequila, matanza, carne de segunda, nervoso, autoramas, +2 e por ai vai.

a facção lasciva lula (que chamarei universo0), que estaria ainda num outro universo paralelo antes de entrar para o universo1, possuía - comigo, jamil, felipe, guga_bruno, isaac, rodrigo, fft, joão, gabriel, chico, popó, manél e por aí vai - projetos onde um um tocava numa banda com outro numa mistura para liquidificador nenhum botar defeito. nessa safra aí, mesmo que haja bandas já não operam mais, estavam o lasciva lula, blank page, loki, válvula, chinelo de couro cru e os cruzados de canhota e chutaria que mais uma meia duzia de projetos que cada um tem com alguns dos outros e que nem se conhece ao certo.

a diferença é que no caso do universo0 ninguém é realmente músico, assim, profissionalmente falando. todo mundo tem suas funções, mas são bons com seus instrumentos e idéias, então tendem a fazer a coisa como um hobbie, enquanto que os únicos que realmente tentaram algo mais à sério foram o extinto chinelo de couro cru e os cruzados de canhota, e o lasciva lula.

voltando ao universo2, na verdade fiquei muito feliz em conhecê-lo, porque existem coisas sensacionais ali. por mais que os estilos diferenciem nas bandas, existe um "quê" para um cara de fora como eu que faz conseguir agrupá-los num universo somente, o que na verdade eu acho que é um baita elogio, porque demonstra a personalidade do grupo, musicalmente falando, quer eu ache ela boa ou não.

eu vejo em geral o universo1 muito concentrado com os sons de rock estrangeiros, e isso não é uma coisa ruim não. eu cresci ouvindo praticamente 100% de bandas e artistas internacionais, eu gosto deles. mas chegou mais para uns 6 anos atrás e eu me- auto-dei uma overdose de trabalhos made-in-brazil que eu fui esbarrando pela frente e que são muito boas. ao mesmo tempo, o que se encontra no universo2 não é aquele sonzinho brasileiro sem vergonha que você esbarra em todas as rodinhas de violão num reveillon numa praia qualquer como ilha grande, ou um boteco daqueles do downtown na barra. é coisa legal mesmo, e dessa mistura de coisa brasileira legal com coisa importada legal só poderia ter saído um universo legal.

a gente, de um tempo pra cá, mesmo sem querer, tem mudado explicitamente o nosso som. as músicas novas já não soam mais como as dos trabalhos anteriores, e mesmo as dos trabalhos anteriores, que são regularmente tocadas ao vivo, estão com pitadas aqui e ali que dão uma diferenciada na música. e tudo isso sem intenção, a gente não parou e pensou: "vamos tocar diferente!". simplesmente com o passar do tempo outras influências vão surgindo e se parece mais natural responder àquilo sem fingimentos. e nessa última safra do lasciva lula o que eu - particularmente - tenho percebido é uma perda da referência dos sons pesadíssimos de outrora por outros que prezam mais pela harmonia e por um toque ritmico mais abrasileirado/jazzado, por assim dizer.

as referências de por exemplo pixies, beatles, pavement e rush nunca sairao das vidas respectivamente do felipe, guga, jamil e minha. mas uma influência forte de mpb que já entrava pelos ouvidos para todo mundo há muito tempo agora está saindo pelos dedos, o guga está obcecado pelos beach boys, eu estou ouvindo jazz que nem um louco... e eu acho que esse passa a ser o nosso limite do conjunto de interseção com o universo2. essa coisa de fazer barulho, ligar a distorção, enfiar a porrada, mas também saber quando sair do tum-pá-tum-pá-tum-pá para um ritmo mais suingado, quando criar arranjos de voz legais, explorar tempos e melodias unusuais à gente até então... isso tudo é muito legal.

e nesse momento, terráqueos, é quando os dois universos, o 1 e o 2, estão entrando em contato um com o outro. se o ano de 2004 pelo nosso ponto de vista já pareceu muito interessante, o de 2005 tende a ser muito melhor para o cenário carioca. bandas e público de todo o rio, se preparem para os contatos imediatos.

Parênteses na Maratona Lascivoblog

Encontro espetacular ontem: Iel Serafim e Leonardo Popó vieram para a praia, no Rio, e tudo acabou na casa do Chico, com Jamil e mais alguns amigos. Resultado: Lasciva Lula original comendo um belo macarrão com atum e tocando por horas. O ápice foi uma versão bossa para A Little Respect, do Erasure, com o Popó fazendo uma guitarra slide sensacional. Duas garrafas de cachaça a menos no mundo.


25.2.05

= MARATONA LASCIVOBLOG =
= SEXTA =

hoje a maratona lascivoblog vem em caráter informativo. o que será escrito neste post fundamentará na verdade algumas coisas que direi amanhã. podeira colocar tudo de uma vez aqui hoje. mas, por mais que eu até tivesse saco para escrever, você com certeza não teria paciência de chegar até o fim.

na real para diferentes pessoas essas palavras terão causarão diferentes interesses, dependendo do grupo onde elas se encontram... mas acho que seria interessante para o povo das bandas independentes, principalmente no rj, de qualquer um dos universos paralelos (ver mais à frente) e também ao público e leigos, para ver ao menos a versão de um dos lados (o meu) do que se passa na cena underground carioca.

OS UNIVERSOS PARALELOS DO MUNDO UNDERGROUND (NO MEIO MUSICAL)

como vocês sabem, ou não sabem, eu sou baterista de uma banda independente de rock do rio de janeiro, chamada lasciva lula. (dã). do meu ponto de vista, o lasciva lula de 98 a 02 era uma banda muito legal de uns amigos meus que faziam parte da minha banda - chamada blankpage, de hardcore melódico - todos eles de cabo frio mas estudando/meio que morando no rio, fazendo uma espécie de colônia. naquela época eu já tocava bateria fazia um tempo (sei lá, uns 6 anos) e estava envolvido somente com as pequenas bandas com quem toquei, que basicamente tocavam para um público de amigos, sem cogitar uma exposição maior - um pouco pelo desconhecimento e um pouco pela não-cogitação, eu acho.

tocávamos (o blank page) num showzinho aqui e num ali. eu via o lasciva lula tocando num showzinho aqui e um ali, com umas bandas lá. sabia de algumas bandas - a maioria ruim na verdade - que vira e mexe trocava fita demo com a gente (dentre elas uma que eu gostava muito e ouvia a fitinha de capa preta - com a japonezinha chorosa na capa- sem parar. quem conhece a famigerada demo sabe direitinho de quem eu estou falando). uma das poucas que eu lembro era uma chamada "carbona", que teria gravado no mesmo estúdio onde o blankpage também o fez. e era isso, ponto, c´est fini. minha vida era bastante concentrada na minha faculdade de arquitetura e urbanismo e em tudo que a cercava, incluindo viagens e principalmente amigos. nada que era ligado ao universo de música underground chegava a mim, e eu também não ia a ele num misto de desconhecimento e falta de vontade de buscar coisas novas.

no fim de 2002 toca o telefone lá em casa e era doutor li causi, meu nobre amigo e baixista, ex-guitarrista do blankpage e atual dono das graves notas do lasciva lula na época. me informa da saída do baterista e guitarrista deles (manél e popó) e me convida a fazer parte do time. ele comentou da possibilidade de chamar o guga, eu botei uma pilhada danada, e deu no que deu, mas isso já é assunto sabido, ou ao menos para outra oportunidade.

a partir de então a gente se fechou do fim de 2002 até meados de 2003 em estúdio para ensaios e produção de um novo cd - que veio a ser o "óleo de saliva" - que viria também com uma renovação de identidade visual, site, blog, flog e o compromisso de tentarmos marcar muitos shows - coisa que sempre foi o fraco do lasciva lula no rio, a boa regularidade de shows - já que um morava aqui, outro ali, outro acolá, outro tava em cabo frio, outro tava viajando e por aí vai.

2003 foi então um ano muito legal pra gente. gravamos o cd, fizemos um dos shows mais legais da gente até hoje (que foi na bunker, no projeto london burning, junto com netunos e grandprix), fizemos mais um bocado de shows até dezembro, divulgamos o novo single para meio mundo e entramos em contato com muita gente.

naquela época, para mim ao menos - cabação - uma nova porta passou a se abrir. de repente eu me via envolto de contato com um grupo significante de bandas que para mim até então nem existiam, principalmente no rio de janeiro mas também no brasil inteiro. e pior, esse grupo, apesar de não muito unido por assim dizer - não que eles briguem, mas também não trabalhavam em conjunto não - era uma coisa bastante coesa. digo, era possível você associar eles, ou a maioria deles, em um único grupo apenas, que então passei a chamar de "bandas do underground carioca".

tão logo isso aconteceu, eu comecei a me dar conta de que essas bandas, apesar de não terem nascido da noite pro dia, "passaram a fazer shows da noite pro dia", sob a minha perspectiva. de repente me dei conta de que toda semana havia um show de algumas dessas bandas, em lugares que variavam desde toscos até muito bons para o porte delas, como o ballroom ou o sérgio porto. pensei comigo: "nossa! antes era como se essas pessoas não existissem, mas agora eu sei que eles existem!" - tipo um filósofo de séculos passados descobrindo que a terra era redonda.

bandas como netunos, grandprix, leela, abaixo de zero, glamourama, som da rua, clarim diário, stellabella e ramirez passaram a ser figurinha fácil na minha vida. o carbona nãoo fazia parte dessa lista, eu já não ouvia falar dela desde a época do blankpage, mas não tinha me dado conta nesse momento, nem lembrava que carbona um dia havia existido na minha vida. mas voltando, achei incrível como essa gente toda existia e o leigo não sabia. as bandas pregam uma falta de divulgação por parte da mídia que de fato existe, mas acho que de alguma forma esse grupo de bandas não encontrou um jeito eficiente de se mostrar.

entra o ano de 2004, que eu apostaria mesmo sem estar presente ter sido o melhor da vida do lasciva. os shows aumentaram de quantidade. a repercussão do nosso som aumentou na mesma proporção. numa proporção ainda maior acho que cresceu a coesão entre nós quatro como banda, o que refletiu no aumento ainda maior dos shows, repercussão e público, e assim por diante - o que inclui conhecer mais pessoas do lado produtor da coisa também, como a lilian e francine, o zé e o melvin e mais um bando. uma galera do caralho, devo dizer.

esse caldo de bandas conhecidas engrossou, e mais e mais bandas e melhores ainda, passaram a estar cotidianamente presentes no universo indie carioca, como nelson e os gonçalves, the feitos, pic-nic, moobwa, moptop, surf shop ted e mais um bando. então, cruzando com o nosso caminho apesar de numa direção diferente, surge quem? carbona. tal qual um et que lhe aparecesse cruzasse o céu na sua frente, provando que existia vida fora deste planeta, o carbona toca conosco, e pior, inclui como integrante o melvin, que depois eu descobri tocar em 1000 bandas e produzir 1000 eventos no rio, e quem eu já conhera há anos atrás por ser amigo do meu irmão, mas isso já bacon number demais.

o carbona veio e o carbona foi, e assim apareceram também alguns espasmos de quem ouvíamos falar, como "acabou la tequila", "canastra", "di bob" e "nervoso". eram bandas MUITO bem faladas, e eram do rio, mas nós nunca as víamos mesmo estando atuante no meio musical indie daqui. por diversas vezes brincávamos que havia algum buraco negro, algum universo paralelo, onde essas bandas tocavam, e nós não sabíamos onde era.

algum dos meus leitores nerds já jogaram um jogo chamado "civilization", no computador? era um jogo que eu joguei há um tempão, e voce tinha que dominar o mundo. mas o mapa do mundo era todo preto, e só quando você ia andando que ele ia se revelando. foi assim que eu me senti.

descobri que o mapa em que a gente vive é todo oculto, e que a gente tem que desbravar os caminhos para ir conseguindo destrinchar. existem várias direções simultãneas do universo musical carioca, e em alguns pontos, com algumas bandas ou produtores, eles se interceptam e até mudam seus rumos. mas é muito curioso como a coisa toda se comporta como aqueles grupos A, B e C das aulas de matemática do segundo grau, com áreas isoladas e áreas de interseção entre dois, mais ou até todos os grupos..

eu honestamente não sei se isso tem a ver com a qualidade das bandas ou se são realmente universos paralelos. não sei se por exemplo o grupo "surf shop ted, netunos, grandprix..." é pior que o grupo "acabou la tequila, canastra, autoramas...", mas sei que eles vivem em meios distintos, com alguns pontos de interseção. o leela foi um exemplo de banda que era do grupo 1 citado nesse parágrafo e agora eu nem sei mais em que grupo tá. acho que não é o 2, também não é o do dibob (que certamente seria um terceiro grupo)... sei lá.

também acredito nas panelas, mas como uma coisa boa. numa pelada, você na hora de bater o time, não vai chamar aquele desconhecido se você tá vendo seu amigo, que você sabe que é craque, no banco. da mesma forma isso acontece. as bandas, por estilo e sim por amizade e por qualidade, tendem a se triar, e ficam alternando de grupos em grupos buscando estar sempre com aquelas que tenham mais afinidades. isso é o que eu chamo de panela, mas acho perfeitamente normal. é do interesse de todos, e se você não entrou naquela panela que queria, é simplesmente porque lhe falta algum desses elementos de afinidade.

a pergunta que paira no ar é só a seguinte: eu tive que ir me embrenhando por dentro de todas as víceras do underground musical carioca pra descobrir isso, por vontade própria ou simplemente levado pelas forças das circunstâncias. mas e o público leigo? vai ter que andar nessa estrada toda também? acho que não, e vai continuar ouvindo os "sucessos" das fms, um pouco por gosto e um pouco por acharem que é a única coisa que é feita por aí.......

24.2.05

= MARATONA LASCIVOBLOG =
= QUINTA =

e então? já fizeram muita corrida de celular de ontem pra hoje?
vou então agora falar do último show que fizemos.

O ÚLTIMO SHOW QUE FIZEMOS

foi no odisséia, abrindo para o júpiter maçã, e após o dirt blondie.

o jamil e o felipe tinham tido algum contato com o júpiter por telefone nos dias que antecederam o evento, e ele tinha comentado se a gente se importaria de que uma outra banda abrisse o evento (a princípio seria apenas ele como atralçao principal e nós abrindo) além da gente, claro. obviamente não nos importamos, e ele disse que então essa tal banda - com influências inglesas segundo ele - iniciaria os trabalhos da noite.

o problema é que depois dessa conversa nunca mais conseguimos descobrir ao certo qual o nome da banda, o que gerou até o atraso do nosso informativo, porque não queríamos lançá-lo ao ar sem as informações certinhas. foi uma semana meio complicada de acharmos pessoas e sermos achados, creio. e aí por algum problema de comunicação envolvendo o júpiter, o odisséia e a tal banda, nem no flyer ela saiu.

bem, no dia que antecedeu o show ligamos para a juliana forli, que organizou o evento e quebrou todos nossos galhos, e ela disse que haveria sim a banda, e que o nome dela era "dirt blondie". ok, informes mandados, chega o dia.

chego no odisséia com o felipe. o guga e o jamil já estão lá, e o júpiter e banda estão no palco para passar som, mas estavam sem caixa de bateria. lá se foi a minha para que eles pudessem passar o som e depois tocar, mas foi um prazer. e prazer maior ainda, modéstia à parte, foi ouvir o som dela microfonada, coisa que eu raramente tenho a oportunidade de presenciar. o som da minha caixa tá foda. quero dizer, está exatamente como eu gostaria que estivesse, ao menos. timbre excelente, resposta rápida, ataque cortante e trabalho de esteira cheio. acho que nunca mais conseguirei afinar ela assim novamente.

mas ai, som passado, fomos nós passar o nosso também, coisa que foi bem rápida. som passado, fomos dar um pulo no camarim para saber se a atração gaúcha queria ir no boteco da esquina com a gente. na verdade eles estavam esperando uma comida que estava sendo preparada pelo odisséia, já que naquela tardinha/noite eles estavam morando no camarim. simpaticíssimos todos eles. fomos então embora para não incomodar muito, mas antes veio a notícia: parecia que o dirt blondie nem sabia se ia tocar.

peguei o telefone do ivan, que era na verdade um dirt brunettie, e falei com ele, que estava um pouco aborrecido porque segundo ele ninguém havia contactado eles para nada, nem para dizer que sim e nem que não. bem, já eram umas 19:00, o show deles seria umas 23:00. liguei para eles e disse que era SIM, e eles meio ressabiados foram!

fomos lá para fora encher a cara, e quando voltei para dentro o dirt blondie estava no início do show. eles na verdade eram somente dois: um cara com muita cara de londrino (porém brasileiro, já que presumo ser ele o ivan, ou entao é um londrino com o portugues melhor que o meu) e uma menina loira, que não cheguei a verificar se era suja de fato como o nome sugere. (piada infame).

baixo, guitarra, voz e bateria programada, o som tinha um "quê" de white stripes, mas eu nao conheco mto white stripes, e tb nao muito a cena de rock na inglaterra, entao me perdoem se eu estiver falando alguma bobagem. mas foi a referência mais próxima que consegui encontrar. a menina cantava em inglês, imagino que ela sim seja "importada". a platéia não estava empolgada até por não conhecer o som, mas prestou atenção no show deles, que aliás também tinha uma iluminação bem interessante no palco. (papo de arquiteto)

momentos antes de nós subirmos ao palco, notei que havia perdido minha máquina digital e meu par de baquetas recém compradas para ser o par reserva do show (quando alguma voa da mao, o que no meu caso, é comum). procurei por todo odisséia, e nada. subimos ao palco os 3 pares, 2 de pessoas e 1 de baquetas.

a casa tava cheia, a pista tava toda tomada e tinha gente no mezanino tb. o publico tava animadao, cantava o show inteiro. aliás todos os shows no odisséia sempre foram fenomenais. diria que a gente se sente no odisséia que nem o flamengo se sente no maracanã. tocar lá é tocar em casa.

optamos por fazer um set curto e rápido, sem mtos intervalos, para não demorar muito, afinal de contas o show principal da noite seria o do júpiter. fechamos com uma musica dos mutantes, chamada "it´s very nice pra xuxu", que a gente gosta muito, e antecedemos ela com "suportar", nosso xodó lentinho recém feito. na verdade achei que a gente pecou um pouco por ter terminado o show tão lento, já que "it´s very nice" também é em andamento mais devagar... mas só depois que eu me dei conta disso.

ao guardar meus pratos para montarem o palco do júpiter, abro meu saco de pratos e vejo um pedaço de madeira saindo de dentro. só resta ainda o guga na frente do palco, juntando seus aparatos para se retirar também. abro mais o saco e vejo: o par de baquetas perdido! (estranho, eu ja havia procurado ele la antes, acho que ele saiu pra tomar um ar e voltou). depois, no mesmo lugar, estava a camera!!

copia fiel do dialogo entre eu e o guga, no momento da "achância":

eu- (abre o inicio do bag) caralho guga! achei as baquetas!
guga_bruno - (surpreso) que legal!

eu - (abre o resto do bag) CARALHO GUGA! achei a máquina tb!! ÊÊÊÊÊ!
guga_bruno - (sempre perspicaz) que bom! agora só falta achar a frente do rádio também!*


* = referindo-se à frente do radio do meu carro, perdido em algum lugar de porto alegre no inicio do ano passado. para saber mais, favor procurar nos posts da epoca, mais ou menos em março de 2004.

vimos o excelente show do júpiter maçã, junto a vários fãs que estavam na boca do palco cantando tudo dele. eu confesso que pouco conheço do trabalho dele, mas já fui em 3 shows, e cada dia vou conhecendo e gostando mais.

fim da noite, juntamos nossos trapos para ir comer um tutu, desfalcados do guga que ja tinha partido, mas acrescido alguns dos guerreiros amigos que permaneceram ate o fim dos tempos.

claro, 3 da manhã de uma 4a, tudo ja estava fechado na cidade inteira, e ao invés de tutu nos contentamos com nossas camas e olhe lá. claro, antes de ir pra casa ainda me diverti mais uma vez com meu amigo, parceiro, líder e camarada felipe schuery totalmente bêbado no meu carro, falando uma merda após a outra, e dormindo espontaneamente do nada até que fosse desovado em sua residência.

=)

23.2.05

= MARATONA LASCIVOBLOG =
= QUARTA =

aproveitando o post que minha cara amiga lilian spektor colocou em seu flog hoje, dedico os escritos desse dia vinte e três de fevereiro de zero cinco anos após a morte de jesus cristo (tenha ele existido mesmo ou não) a ela, ao kid, e a todos os celulares do brasil e do mundo, sobretudo os da nokia, enfatizando um modelo em específico, que na verdade eu ainda não sei qual é.

esse assunto foge totalmente do assunto música, mas tendo o assunto sido apresentado aos consumidores desse produto pelo flog de minha nobre produtora passa a ser cabível aqui. logo, se você, caro leitor (sim, só pode ser você! esse blog só tem um leitor, que é você!) estava em busca, como sempre, de conteúdo de primeira linha e de informação de qualidade como habitualmente; dessa vez, e somente dessa vez, abrirei uma exceção.

A CORRIDA DE CELULARES

em meados de 2002, creio, saí com um amigo vários amigos meus de um lugar onde trabalhei faz uns anos, e dentre eles tinha um que era muito mas muito legal mesmo e trabalhava diretamente comigo. o nome dele era rafael matera, vulgo kid, arquiteto em tempo integral e dj nas horas vagas, além de craque em tudo relacionado a tecnologia.

muito aprendi com esse indivíduo nos acho que 2 anos que trabalhamos juntos, mas mal sabia eu que minha maior lição seria após já não estar comercialmente junto a ele. (não, essa não será uma estória de amor, pode continuar lendo - isso se você sequer chegou até aqui).

estávamos numa espécie de bar/restaurante quando ele me pergunta se eu conhecia a corrida de celulares. possuo uma bagagem infindável de conhecimentos inúteis, mas como ainda não unifiquei todos e me iluminei no nirvana, desconhecia aquele. tão logo pude perceber, ele já estava sacando o seu aparelho celular e o de sua esposa, a bel. era um nokia não muito arredondado, "não muito" o suficiente para que ele conseguisse ficar de pé sem problemas de equilíbrio.

ele setou ambos no vibracall, colocando um ao lado do outro na mesa de mármore. pediu para que eu ligasse para o telefone dele e para que outro amigo nosso ligasse para o telefone da bel. eis que para o deliciamento de meus olhos, ao chamar os telefones, a tremedeira parksoniana deles iniciou uma corrida desenfreada entre os dois aparelhos, que findaria apenas com a mensagem "sua chamada está sendo encaminhada para a caixa postal e será sujeita à cobrança após o sinal.... piiiiiiiiii!".

fiquei embasbacado, estarrecido, impressionado e embasbacado.
(é. até para mim que já sou um babaca, fiquei MUITO embasbacado).

desde então, percebi minha real missão no mundo: nada tinha a ver com um mundo melhor, com ajudar as pessoas, acabar com a miséria ou trazer a felicidade e a compreensão do universo. não. meu real objetivo era sim propagar a corrida de celulares por todo o mundo e para todas as pessoas.

porém veio o tempo. ah, o tempo! esse que vem e destrói tudo, corrói lembranças, nos afasta de amigos antigos e pelo menos nos distancia dos anos 80. vem o tempo, e com ele vem a tecnologia, e com ela vêm outros modelos de aparelhos e outras marcas, e com eles vêm celulares cada vez menores e mais "slim", e com o sistema de vibracall diferente.

com a falta de equilíbrio dos celulares atuais, com o reposicionamento do dispositivo vibratório (que faz os bichinhos girarem ao invés de andar) e com a padronização dos novos modelos, barateados sobre os antigos, praticamente entra em crise a corrida de celulares.

sendo assim, teste o seu aparelho, e veja se ele é capaz.
e se ele for bom, me avisem que a gente marca uma corridinha.

= MARATONA LASCIVOBLOG =
= TERÇA =

como mais vale uma cabeça dura na mão do que duas preguiças voando, mesmo sem tempo algum, de madrugada, morrendo de sono e aos 48 do segundo tempo, não posso me (te) furtar, caro leitor, a cumprir minha promessa de 1 post por dia durante toda a semana.

já são 1:19am de terça pra quarta, mas segundo minhas leis pessoais, o dia só muda quando eu durmo, logo nominalmente ainda não estamos no terceiro dia da semana, tirando domingo, que como todos sabemos, é o grande engodo da humanidade e nunca e jamais será o schumacher pole position da semana.

antes do ruídos no dia 19 houve também o do dia 18.

FESTIVAL RUÍDOS 18/02

meu carro, o lascivomóvel, ficou pronto do conserto. após um inocente ronco estranho no motor e 10 dias na oficina, o resultado foi um doloso valor que excedia os dois mil e quinhentos reais. pelo menos minha amada parati ficou pronta a tempo de que eu pudesse transportar as ferragens necessárias para o show de meus amigos pipodélicos que haviam vindo de SC para tocar no tal evento. eles seriam a terceira banda da noite.

terceira nada.

em cima da hora, na hora da passagem de som, eles foram informados de que abririam. e, ironicamente, não passaram o som. e, mais ironicamente ainda, não usaram a maioria das ferragens que eu, estupidamente, carreguei escadas abaixo. (e não elevador abaixo, e daí o motivo da estupidez, e não por ter emprestado aos pipos - o que foi um prazer!).

o show começou com uns problemas de equalização clássicos por conta da banda não ter deixado o palco pronto da passagem de som, mas lá pra 3a música já tava tudo normalizado. a platéia não era absurdamente numerosa, mas já estava em peso e se espremendo a partir da boca do palco.
apesar de eu não estar dando muitas informações aqui, devido ao sono que é presente, foi na minha opinião o melhor show da noite.

o destaque positivo foi "daniel belleza e os corações em fúria", uma banda de SP que alguém me disse ser "glam" mas que pra mim tava mais pro esquema do marilyn manson. os caras vestidos meio aviadados e tal, mas fazendo um som que era uma porradaria só. valeu o espetáculo, apesar de eu não me amarrar no estilo muito barulhento dos caras.

o destaque negativo foi os pororocas. não que eles sejam exatamente ruins, isso eu não tenho muito como julgar e nem quero. mas aquele sonzinho miquinhos-amestrados foi uma parada que ali perto dos anos 80 divertiu e tal, hoje a gente ouve em festas como "ploc"... mas ver aquele povo no palco na mesma onda de 2 décadas atrás definitivamente não faz o meu tipo.

o quik eu já tinha visto um pouco no dia que ele tocou com o sonora. e o "acabou la tequila", que é falado pra caralho e fechou a noite, para falar a verdade - e serei discriminado e linchado a partir de agora - não gostei muito. achei uma banda muito mais interessante do que realmente boa. as músicas não me chamaram nenhuma atenção, achei meio sem graça até, à exceção de "kung-fu", que eu gostei muito.

mas ela é uma banda daquelas que mesmo quando a gente não gosta a gente não pode ignorar, afinal de contas não é todo dia que a gente topa com uma trupe de excelentes instrumentistas numa formação pouco convencional de 2 baterias, 1 baixo e diversas guitarras, que continha diversas figurinhas carimbadas do indie carioca como renatinho (canastra, tremendoes), nervoso (nervoso, tremendoes) e kassin (kassin+2, participações com os los hermanos). além disso quem tava lá de bobs pelo rio após o show de 5a na gávea e aproveitou para engrossar o caldo das guitarras foi o carlo pianta, do graforréia xilarmônica.

o som tava ensurdecedoramente alto, o que até me incomodou um pouquinho.

fui dormir quase 6 da manhã. cansado mas feliz.

20.2.05

= MARATONA LASCIVOBLOG =
= SEGUNDA =


e eu enrolei. e como enrolei.
fui empurrando com a minha pança e agora, do nada, acontecem mil coisas; e eu tô numa mistura de várias coisas novas para dizer e várias coisas velhas que eu não disse. (mas que deveria).

sendo assim, genialmente novamente como sempre, inventei a solução: vou passar essa semana escrevendo um post por dia no blog, diário e retroativamente, de forma a deixar-vos a par do que se passa.

- FESTIVAL RUÍDOS 19/02 -

durmo às 6:00.
acordo às 12:30.

dor de cabeça enorme.
almoço e fico fraco de tanto comer.

durmo às 14:00
acordo às 20:30

chego por volta de 22:00. sozinho.
depois da noite anterior, acho que o felipe foi passar o fim de semana com suas duas senhouras: a clarice e a ressaca. o jamil tinha compromissos marcados por todo o rio de janeiro, e o guga sabe-se lá onde estava.
aí chego por volta de 22:00. agora 22:03, mas ainda sozinho.

queria muito ver o show do the feitos, de quem eu já sou péla sa... digo, fã, há algum tempo. encontro com o ramon e velhinho na porta, e parece que a noite vai começar ainda mesmo antes do que a anterior: o show deles está marcado para às 22:45. confesso que fiquei meio bolado por terem pressionado eles a subirem no palco "tão cedo". confesso também que por outro lado, a noite anterior só terminou praticamente com o dia presente. confesso também que pequei algumas vezes, mas não me arrependo de nada não.

pra minha surpresa, ao entrar lá dentro a casa já está relativamente povoada, e aos primeiros acordes da nova sg do ramon já tinha uma galera legal ali bem na boca do palco. eu não vi muitos shows do the feitos nessa vida não, mas também não foram poucos: creio que papo de uns 5. e num show do the feitos sempre tem algum fator peculiar. no primeiro que eu fui, as cordas do ramon arrebentaram 2 vezes. no segundo foi na constituição, fato que já é peculiar por si só. no terceiro eles tocaram graforréia. no quarto o som tava uma merda. no quinto, acho que a peculiariedade foi que não teve nada de errado!

o som tava fodão, a platéia tava numerosa e animada, o andrei tava maluco, o ramon tava empolgado e o velhinho parecia que tinha cheirado 10 carreiras de coca antes entrar no palco. foi um showzaço pra ninguém botar thefeito. (entenderam o trocadilho?)

o eletrola pegou o bastão (como todo respeito) em seguida e fez bonitoo, mas também não achei que fez lindo de morrer não. tipo, foi um show maneiro, mas achei que faltou um algo mais, que eu não sei o que é.... (talvez nem haja e seja simplesmente um fruto do meu cérebro insano)

rock rockets seguiu e fez um show de músicas emendadas uma atrás da outra, à la ramones. muito animados os caras no palco, todos eles. não morro de amores por punk-rock não, mas o show atraiu a atenção da rapaziada.

foi ao fim dos foguetes quando o henrique sauer, da galera do sintonia, me chamou para dar um depoimento sobre o evento que é certamente a maior infra de som e palco para bandas independentes no rio de janeiro. fui, fiz o que tinha que fazer, e de quebra fiquei horas batendo papo com os 4 simpaticíssimos organizadores. ai por conta dessas perdi o "cansei de ser sexy", mas na verdade já estava acostumado em não ser sexy.

e foi o gabriel thomaz que surgiu por de tras das cortinas junto com a nova baixista "selma" e o baterista "bacalhau" quando adentrei novamente ao recinto. (de repente me ocorreu que genial seria se o "bacalhau" tocasse no "lasciva lula".). os autoramas é uma banda curiosa para mim. eu conheço muito pouco deles, mas eles têm uma legião de fãs arrebatadora. o show dos caras tava lotado, com neguinho cantando junto e tristona quando foram embora.

encontro rapidamente meu camarada jamil - que deu uma passadinha lá e partiu para seu próximo compromisso - e meus amigos do pipodélica (sc), que protagonizaram um showzão na noite anterior. hora do show do supersónicos. cara, que show. que show foda. excelentes instrumentistas, boas músicas e presença de palco absurda de todos os integrantes, que fazem um show cheio de empolgação e particularidades, que eu não vou contar quais. não deixem de ir num show desses caras, nem que vocês tenham que ir até o uruguai, país de origem deles.

poucos minutos após todos foram expulsos literalmente do ballroom. esperei um pouco lá fora com meu amigo manezinho xuxu e terminamos os dois, os rock rockets, o gabriel thomáz, alguns chopps e muitos paes de queijo murchos numa padaria na glória. lá pras 5 cada um vai pro seu canto, que por sinal, também é um termo interessante num assunto que basicamente fala de bandas e músicas.

ha ha ha.

16.2.05

HOJE TEM SHOW!

= hoje tocamos no odisséico teatro odisséia. seremos a segunda banda da noite,que será aberta com Dirt Blondie (não conheço, mas se não me engano é uma bandagringa que surgiu por indicação do Júpiter Maçã) e fechada por ele, o próprio, oespacial, Júpiter Maçã. Não preciso mais dizer que a idéia é que o local do showvá abaixo hoje à noite. abertura da casa às 20h, início do primeiro show às 23h.

de graça para a nata vip importante.
dérreau pro malandro que nos deu o nome pra botar na lista amiga.
dozão pro não tão malandro, mas que ao menos usar a filipeta ou chegar antes de 23h.
dez mais seis para os demais.


= nas semanas que passaram vi o show do sonora no ballroom e do som da rua na lapa.ambos excelentes.

o som da rua fez um showzão, já que até um teclado o fabrizio tevedireito dessa vez. besteirinhas de som clássicas de shows desse tipo fizeram comque a qualidade auditiva não tivesse lá essas coisas nas primeiras duas músicas,mas problema resolvido correu tudo impecável até o fim. a banda tava animadona,entraram fantasiados em nome do carnaval e nem o tempo ruinzinho atrapalhou.

o sonora - do thiago gaspary, daniel wally (que foi nosso tecnico de gravacaono "oleo de saliva" e "mimo"), eric brandao (baterista do excelente surf shop tede também nosso técnico de gravação na música que gravamos para o curta metragemagora) e rodrigo grisalho (parceiro de cachaça-cinema-clube e um dos orga-nizadores do "boemia rock") - fez um show muito curioso, no bom sentido. de musicasinfluenciadas por rocks, progressivos e coisas como gentle giant e king crimson,eram recheadas de riffs, solos e quebras de tempo. o audio de 10min (!!) antes doabrir das cortinas e a performance do thiago ao fim do show merecem mérito à parte.o cd deles - lindo por sinal, feito pela fernanda biaso, namorada do grisalho - po-de ser comprado pela bagatela de cinco real através do contato pelo emailbandasonora@gmail.com. o cd, aliás, foi gravado no stacatto, mesmo estudio ondegravamos todas as nossas músicas pós-primeira edicao.


= ja que o löis postou um comment aqui abaixo, pergunto indiretamente:e o "ode a mortadelo e salaminho" e a coletânea? decidiram alguma coisa? a propósito,vou passar o recado para o felipe!


= ainda na seção "responde comments": flavio, na verdade era fácil, era só amáscara de palhaço por cima de um outra máscara de palhaço, a que já nasceu coladana altura do meu rosto.


= respondendo à inspirada sabrina:
(desde ja peço desculpa pelas brincadeiras abaixo, mas é que eu não resisto!) =)

. vamos aos fatos: ele roubou a máquina digital e as fotos 3x4. huhm... acho que ele é fotógrafo!!!
. você está mais "tranquilo"? tem certeza de que sou eu a única drag aqui???
. eu não consigo tocar no nome do fotolog.net mesmo, ele sai do ar toda hora!
. como vc ousa me ameaçar com meu próprio instrumento??
. como assim onde vai ser o show do dia 16? no próprio fotolog tem! e agora aqui tb!


= set list provável para o show de hoje:








(risque na tela e os nomes aparecerão)

10.2.05

FELIZ 2005!!

não, caro leitor! esse blog não deu um tilt maluco do mal e voltou para início de janeiro como você por um segundo cogitou. mas sabe o desocupado perdedor de tempo com as bobagens que eu escrevo (sim! estou falando de você!) que, ao menos no rio de janeiro, o ano só inicia realmente após o carnaval. até o flutuar dos confetes tudo é apenas uma grande enrolação, uma grande volta de aquecimento para a corrida que está prestes a começar.

= o carnaval aqui na cidade maravilhosa foi muito bom! jamil e felipe se mandaram para a minha querida paraty. irônicamente, a minha outra parati, a que bebe gasolina, foi multada por excesso de velocidade em uma quantia altíssima, fazendo com que toda minha folia de viajar se transformasse em lágrima de pierrô.

= e por falar em pierrô, todos os dias saia eu de palhaço triste, de cara pintada, nos blocos por aí. se você esbarrou com um palhaço de cara branca e preta pelas ruas, não era fantasia não, era eu mesmo, que de palhaço o mais falso que eu possuía era a máscara. aí de noite eu aparecia que nem uma drag queen na lapa, de olhos e sobrancelhas escurecidos pelo lapis de olho mal tirado. quase descolei um trocado.

= mas aqui foi legal pra caramba! já conhecia o carnaval daqui pelo ano passado, e é fenomenal. os blocos de rua são muito legais, e quando a lua subia a lapa era sempre uma boa opção. a chuva tentou atrapalhar no sábado, mas deus sol meteu-lhe a porrada no dia seguinte e correu tudo bem a partir daí.

= quem ficou por aqui (eu acho) e eu não vi foi o guga.com isso, paraty e o meu vegetarianismo de 2005, a ausência de lula no meu carnaval foi quase completa. porém eu ainda me obstinei a atualizar o blog e flog durante o período. como vocês podem reparar, falhei vergonhosamente. mas consegui um mísero post, que apesar de mísero continha um link para um trecho de uma nova música que gravamos. poria o link aqui, mas como sou um canalha, não o farei, e pedirei que você perca mais uns minutos de sua vida indo no nosso fotolog, num post de um dia próximo ao carnaval. (é o penultimo a partir de hoje, 10/02/05)

= hoje tem ensaio para o show na mesma noite do júpiter maçã. esse show vai ser do outro mundo! (entenderam o trocadilho???)

= fiquei sabendo ontem que a diana krall vem ao brasil. ai jisuis. acho que será só em são paulo, e acho que vai ser muito mais caro do que meu bolso estará preparado. quem foi mesmo que disse que o dinheiro não traz felicidade?

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