20.12.04
ontem foi uma das noites mais divertidas do ano.
o lasciva lula existe há bem uns 6 anos. porém, por quase toda sua vida viveu problemas relacionados principalmente à locação dos seus integrantes. esse dentre outros (outros estes que não têm incluido em si motivos de brigas) fizeram com que a banda não fosse lá tão efusiva na divulgação dela própria, porque ensaiar e fazer show era uma tarefa um pouco complicada quando se tem integrantes misturados entre cabo frio, rio de janeiro e niterói.
no ano de 2003, entra a terceira e atual formação do lasciva lula, da qual faço parte. com todos os integrantes estabelecidos no rio de janeiro - morando e trabalhando - as coisas por esse lado passaram a ser mais fáceis. o impulso da expectativa de nós 4 pelo que estaria por vir também nos corroia por dentro e nos deixava muito ansiosos.
começa então toda uma articulação da gente para tentar fazer essa "coisa" funcionar da melhor maneira que pudéssemos fazer. os antigos contatos passaram a ser reestabelecidos e foram surgindo também. ainda em 2003 o lasciva lula bota a cara pra fora mais algumas vezes, mas foi só em 2004 que a banda realmente engrenou de uma forma mais coesa.
e ai viajamos. e ai tocamos em várias cidades que não o rio de janeiro. e aí passamos a conhecer mais bandas, e mais produtores, e a tocar mais, e cada vez que a gente tocava mais, mais gente conhecia e mais queríamos tocar mais e mais e mais e mais e mais e mais um monte de mais coisas aconteciam.
dezembro de 2004.
último show do ano casa da matriz, 19/12/2004.
e daí não poderia ter sido melhor.
sabe como foi o show de ontem? foi tipo aquela vinheta de fim de ano da globo, onde todos os atores se abraçam e criam aquele ambiente que até parece encenado (!!!).
mas dá pra ser real.
a casa da matriz
estava cheia. estava cheia como eu nunca vi em um dia de show, ao menos em show nosso lá (e já fizemos dois fora esse). nada mal para um domingo com cara de que ia liberar um pé d'água a qualquer momento.
o melvin e o zé
são fodas. o que dizer desses caras? estão simplesmente à frente dos lugares mais legais de rock do rio de janeiro. entendem da coisa, são a simpatia em pessoa, prestativos, bons de jogo e são responsáveis de 90% dos locais, oportunidades e projetos onde uma banda independente possa se apresentar em um lugar com infra estrutura mais do que digna.
o projeto
é fantástico. a oportunidade de uma banda underground do rio de janeiro poder mostrar ao público um album inteiro que influenciou o próprio direcionamento musical da banda é formidável. é bom para a banda, que toca com vontade, e é bom para o público, que tem a oportunidade não só de conhecer a banda que está tocando como também de ter contato com um album consagrado talvez nunca ouvido por ela. a fusão disso é nitro glicerina pura.
a platéia
tava animada. por uma coincidência, fatalidade, bom senso ou sei lá o que, o público respondia às bandas com muito entusiasmo. mas admito nossa covardia. tocar "coisa de louco 2" do graforreia xilarmônica e "jardim elétrico" dos mutantes, os dois, na íntegra e na ordem, na mesma noite, é como escalar um dream team. as duas bandas são sensacionais, bem como os albuns citados.
os the feitos
são, de longe, uma das melhores bandas da cena independente do rio de janeiro na minha modesta opinião. e botar os caras pra tocar graforréia é que nem botar o pelé pra fazer gol. não tem erro. subiram ao palco sem quase nenhum atraso, e já com a platéia ávida por ouvir o cd que é praticamente uma coletânea gravada pelo frank jorge, pianta e alemão. foram lá e fizeram o que eu já antecipei para o ramon e velhinho: idolatrias à parte, fizeram um show mais divertido (ou com mais expressão de divertimento no palco) do que a própria graforréia xilarmônica, quando esteve aqui nesse ano. "disco do roberto", de autoria da propria banda, fecha o show deixando o povo enlouquecido de vez. aguardem o cd dos caras para o começo do ano. vai ser o dinheiro mais bem investido de 2005.
o lasciva lula
na verdade entrou com o jogo ganho. depois dos niteroienses cansarem o povo todo de tanto pular e gritar, foi a nossa vez de se virar do avesso pra botar ao vivo o que a genialidade dos mutantes botou em estúdio. o resultado ficou excelente, na verdade! qualquer insegurança que tínhamos voou pelos ares com a animação que pairava entre nós quatro, e fizemos uma execução bem superior a que havíamos feito nos ensaios, até pelo fator de empolgação da platéia. no fim ainda tocamos algumas das nossas, pedidas pela galera que estava lá. foi do caralho. todo mundo ria de felicidade no palco.
o fred e a fernanda
fecharam a equação. nada mais sensato que, para completar as nossas necessidades, tivéssemos pedido a ajuda de dois de nossos vários amigos talentosos. a fernanda já fez participações com o lasciva sempre que uma linda voz feminina foi requisitada, e o fred arranca caras de impressionamento das pessoas ao soprar eximiamente qualquer uma de suas gaitas. e domingo não foi diferente para nenhum dos dois.
termina o show
mas não termina a noite. a casa tava cheia, as pessoas tavam animadas, e dar uma festejada com os nossos amigos todos antes de dormir tarde e acordar cedo pro trabalho me rendeu um sentimento de trabalho cumprido que coroou o perrengue que a gente passou nos últimos meses por conta de ensaios exaustivos e overdose de compromissos que já quase nos fazia ter ódio um do outro.
o natal já tá chegando, e o fim de ano é logo ali.
queria agradecer a todo mundo que nos deu força esse ano, e saibam que ano que vem a gente volta para chegarmos ao fim de 2005 achando que 2004, na verdade, nem foi tão bom assim. =)
que 2005 seja muito melhor que os anteriores e muito pior que os seguintes.
t +
o lasciva lula existe há bem uns 6 anos. porém, por quase toda sua vida viveu problemas relacionados principalmente à locação dos seus integrantes. esse dentre outros (outros estes que não têm incluido em si motivos de brigas) fizeram com que a banda não fosse lá tão efusiva na divulgação dela própria, porque ensaiar e fazer show era uma tarefa um pouco complicada quando se tem integrantes misturados entre cabo frio, rio de janeiro e niterói.
no ano de 2003, entra a terceira e atual formação do lasciva lula, da qual faço parte. com todos os integrantes estabelecidos no rio de janeiro - morando e trabalhando - as coisas por esse lado passaram a ser mais fáceis. o impulso da expectativa de nós 4 pelo que estaria por vir também nos corroia por dentro e nos deixava muito ansiosos.
começa então toda uma articulação da gente para tentar fazer essa "coisa" funcionar da melhor maneira que pudéssemos fazer. os antigos contatos passaram a ser reestabelecidos e foram surgindo também. ainda em 2003 o lasciva lula bota a cara pra fora mais algumas vezes, mas foi só em 2004 que a banda realmente engrenou de uma forma mais coesa.
e ai viajamos. e ai tocamos em várias cidades que não o rio de janeiro. e aí passamos a conhecer mais bandas, e mais produtores, e a tocar mais, e cada vez que a gente tocava mais, mais gente conhecia e mais queríamos tocar mais e mais e mais e mais e mais e mais um monte de mais coisas aconteciam.
dezembro de 2004.
último show do ano casa da matriz, 19/12/2004.
e daí não poderia ter sido melhor.
sabe como foi o show de ontem? foi tipo aquela vinheta de fim de ano da globo, onde todos os atores se abraçam e criam aquele ambiente que até parece encenado (!!!).
mas dá pra ser real.
a casa da matriz
estava cheia. estava cheia como eu nunca vi em um dia de show, ao menos em show nosso lá (e já fizemos dois fora esse). nada mal para um domingo com cara de que ia liberar um pé d'água a qualquer momento.
o melvin e o zé
são fodas. o que dizer desses caras? estão simplesmente à frente dos lugares mais legais de rock do rio de janeiro. entendem da coisa, são a simpatia em pessoa, prestativos, bons de jogo e são responsáveis de 90% dos locais, oportunidades e projetos onde uma banda independente possa se apresentar em um lugar com infra estrutura mais do que digna.
o projeto
é fantástico. a oportunidade de uma banda underground do rio de janeiro poder mostrar ao público um album inteiro que influenciou o próprio direcionamento musical da banda é formidável. é bom para a banda, que toca com vontade, e é bom para o público, que tem a oportunidade não só de conhecer a banda que está tocando como também de ter contato com um album consagrado talvez nunca ouvido por ela. a fusão disso é nitro glicerina pura.
a platéia
tava animada. por uma coincidência, fatalidade, bom senso ou sei lá o que, o público respondia às bandas com muito entusiasmo. mas admito nossa covardia. tocar "coisa de louco 2" do graforreia xilarmônica e "jardim elétrico" dos mutantes, os dois, na íntegra e na ordem, na mesma noite, é como escalar um dream team. as duas bandas são sensacionais, bem como os albuns citados.
os the feitos
são, de longe, uma das melhores bandas da cena independente do rio de janeiro na minha modesta opinião. e botar os caras pra tocar graforréia é que nem botar o pelé pra fazer gol. não tem erro. subiram ao palco sem quase nenhum atraso, e já com a platéia ávida por ouvir o cd que é praticamente uma coletânea gravada pelo frank jorge, pianta e alemão. foram lá e fizeram o que eu já antecipei para o ramon e velhinho: idolatrias à parte, fizeram um show mais divertido (ou com mais expressão de divertimento no palco) do que a própria graforréia xilarmônica, quando esteve aqui nesse ano. "disco do roberto", de autoria da propria banda, fecha o show deixando o povo enlouquecido de vez. aguardem o cd dos caras para o começo do ano. vai ser o dinheiro mais bem investido de 2005.
o lasciva lula
na verdade entrou com o jogo ganho. depois dos niteroienses cansarem o povo todo de tanto pular e gritar, foi a nossa vez de se virar do avesso pra botar ao vivo o que a genialidade dos mutantes botou em estúdio. o resultado ficou excelente, na verdade! qualquer insegurança que tínhamos voou pelos ares com a animação que pairava entre nós quatro, e fizemos uma execução bem superior a que havíamos feito nos ensaios, até pelo fator de empolgação da platéia. no fim ainda tocamos algumas das nossas, pedidas pela galera que estava lá. foi do caralho. todo mundo ria de felicidade no palco.
o fred e a fernanda
fecharam a equação. nada mais sensato que, para completar as nossas necessidades, tivéssemos pedido a ajuda de dois de nossos vários amigos talentosos. a fernanda já fez participações com o lasciva sempre que uma linda voz feminina foi requisitada, e o fred arranca caras de impressionamento das pessoas ao soprar eximiamente qualquer uma de suas gaitas. e domingo não foi diferente para nenhum dos dois.
termina o show
mas não termina a noite. a casa tava cheia, as pessoas tavam animadas, e dar uma festejada com os nossos amigos todos antes de dormir tarde e acordar cedo pro trabalho me rendeu um sentimento de trabalho cumprido que coroou o perrengue que a gente passou nos últimos meses por conta de ensaios exaustivos e overdose de compromissos que já quase nos fazia ter ódio um do outro.
o natal já tá chegando, e o fim de ano é logo ali.
queria agradecer a todo mundo que nos deu força esse ano, e saibam que ano que vem a gente volta para chegarmos ao fim de 2005 achando que 2004, na verdade, nem foi tão bom assim. =)
que 2005 seja muito melhor que os anteriores e muito pior que os seguintes.
t +
19.12.04
tal qual
aqueles filmes onde um assassino qualquer vai na igreja antes pedir perdão pelo que vai fazer, (grandes assassinos de araque esses... ou mata sem culpa ou então vai aproveitar seu domingão em paz) venho aqui há algumas horas antes do show de mais tarde pedir desculpa a todos vocês e principalmente ao Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee ao que faremos mais tarde na casa da matriz. até para mim, que sou ignorante do assunto mutante, é clara a injustiça musical que faremos ao tentar tocar aquele sensacional album chamado "jardim elétrico" ao vivo sem nos adaptar tanto às diferenças de arranjos e instrumentos, já que somos uma banda de guitarras/baixo/bateria.
vamos ver se a platéia aprova.
e depois desse show,
longas e merecidas férias. esse final de ano foi bastante cansativo para todos nós, para nossos trabalhos, para nossas namoradas e para todos que estiveram interagindo com a gente nos últimos dois meses. mas valeu à pena. foram nessas últimas dezenas de dias que estivemos nos ampliando musicalmente de forma incrível, estivemos em juiz de fora e ubá para fazermos dois shows excelentes, para pessoas excelentes e com pessoas excelentes; e estaremos mais tarde tendo a honra de tocar um dos melhores albuns de rock brasileiro de todos os tempos, após os nossos camaradas the feitos, que estarão abrindo a noite tocando o fantástico "coisa de louco 2" do graforréia xilarmônica.
devemos ficar de fora do bafafá musical pelo menos até a primeira quinzena de janeiro, e aí a gente vai aproveitar um fim de ano mais manso, até porque para ano que vem a agenda já promete.
queria ainda, atrasadamente, agradecer à Lillian Spektor e Francine Almeida, lá do Saloon, pela iniciativa dos shows que estiveram acontecendo por lá (onde nós tocamos em uma das edições) e onde eu tive a honra de fazer um bagunção com o Grisalho (boemia rock), Wally (o técnico de gravação preferido do lascivalula) e Rafael (surf shop ted) - cantando qualquer coisa e tocando menos ainda em "london calling" do "the clash", porém com sotaque britânico impecável.
não posso também deixar de agradecer à menina de azul que tava no saloon e a menina de preto que tava no plebeu depois do show, por estarem lá, e por serem as meninas mais lindas que eu já vi nesse mês.
agora deixa eu ir porque estou atrasado.
aqueles filmes onde um assassino qualquer vai na igreja antes pedir perdão pelo que vai fazer, (grandes assassinos de araque esses... ou mata sem culpa ou então vai aproveitar seu domingão em paz) venho aqui há algumas horas antes do show de mais tarde pedir desculpa a todos vocês e principalmente ao Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee ao que faremos mais tarde na casa da matriz. até para mim, que sou ignorante do assunto mutante, é clara a injustiça musical que faremos ao tentar tocar aquele sensacional album chamado "jardim elétrico" ao vivo sem nos adaptar tanto às diferenças de arranjos e instrumentos, já que somos uma banda de guitarras/baixo/bateria.
vamos ver se a platéia aprova.
e depois desse show,
longas e merecidas férias. esse final de ano foi bastante cansativo para todos nós, para nossos trabalhos, para nossas namoradas e para todos que estiveram interagindo com a gente nos últimos dois meses. mas valeu à pena. foram nessas últimas dezenas de dias que estivemos nos ampliando musicalmente de forma incrível, estivemos em juiz de fora e ubá para fazermos dois shows excelentes, para pessoas excelentes e com pessoas excelentes; e estaremos mais tarde tendo a honra de tocar um dos melhores albuns de rock brasileiro de todos os tempos, após os nossos camaradas the feitos, que estarão abrindo a noite tocando o fantástico "coisa de louco 2" do graforréia xilarmônica.
devemos ficar de fora do bafafá musical pelo menos até a primeira quinzena de janeiro, e aí a gente vai aproveitar um fim de ano mais manso, até porque para ano que vem a agenda já promete.
queria ainda, atrasadamente, agradecer à Lillian Spektor e Francine Almeida, lá do Saloon, pela iniciativa dos shows que estiveram acontecendo por lá (onde nós tocamos em uma das edições) e onde eu tive a honra de fazer um bagunção com o Grisalho (boemia rock), Wally (o técnico de gravação preferido do lascivalula) e Rafael (surf shop ted) - cantando qualquer coisa e tocando menos ainda em "london calling" do "the clash", porém com sotaque britânico impecável.
não posso também deixar de agradecer à menina de azul que tava no saloon e a menina de preto que tava no plebeu depois do show, por estarem lá, e por serem as meninas mais lindas que eu já vi nesse mês.
agora deixa eu ir porque estou atrasado.
13.12.04
hoje voltamos das terras do pão de queijo. os shows em juiz de fora e ubá foram mmmuuiiittooo legais, e as pessoas que estiveram lá nos deram uma força danada, além de terem sido anfitriões incríveis!
agradecimentos especiais:
aos capetas do martiataka e ao povo do verbase que nos fez parecer estar em casa; à galera do cultural bar que foi hiper-atenciosa com a gente e que proporcionou a mim e ao jamil uma linda noite de amor na suite 38 do motel scala; à familia da suzana - namorada do guga - que acolheu a mim e ao jamil em sua casa quando estávamos prestes a passar uma outra noite de amor em algum motel da cidade; ao casal animado do senhor de amarelo que estava na frente do nosso show em juiz de fora; ao menino horroroso que estava com uma loirinha inacreditavelmente super-gata no mesmo show (como que isso aconteceu, meu deus!); ao fred e mônica - amigos da suzana - que me deram o prazer de conhecer o melhor desenho animado do mundo em sua linda casa (se chama "stripperella", e é sobre uma stripper que é super-heroi); aos postos shell que nos proporcionaram uma confortável noite de torcicolo em seu estacionamento; ao tutu com couve e carré, vaca atolada e pinga de qualidade - itens que nao consegui achar em minha breve estada por minas gerais, mas que da proxima vez nao escapa); à tayrine e mariana, esta última que falou para mim sem nunca ter me visto na vida que eu tinha cara de basset, me fazendo passar imensurável humilhação em frente aos meus amigos e me fazendo ouvir piadas cretinas à respeito em todas as centenas de quilômetros que separam sua cidade de minha; à lanchonete em ubá que me fez esperar quase meia hora por um simples hamburguer com salada; ao outro bar de ubá que me deu vontade de tomar milkshake e caldo de cana mas cujo atendente me disse que os anúncios desses produtos eram propaganda enganosa quando eu resolvi esfomeadamente pedí-los; ao adilson que venceu o concurso de anedotas; à nova prima desconhecida do felipe schuery que a gente foi conhecer em ubá; à frente do meu rádio que inacreditavelmente não foi perdida nessa viagem e à minha reputação, essa sim, já totalmente perdida já faz muito tempo.
e domingo tem mais.
agradecimentos especiais:
aos capetas do martiataka e ao povo do verbase que nos fez parecer estar em casa; à galera do cultural bar que foi hiper-atenciosa com a gente e que proporcionou a mim e ao jamil uma linda noite de amor na suite 38 do motel scala; à familia da suzana - namorada do guga - que acolheu a mim e ao jamil em sua casa quando estávamos prestes a passar uma outra noite de amor em algum motel da cidade; ao casal animado do senhor de amarelo que estava na frente do nosso show em juiz de fora; ao menino horroroso que estava com uma loirinha inacreditavelmente super-gata no mesmo show (como que isso aconteceu, meu deus!); ao fred e mônica - amigos da suzana - que me deram o prazer de conhecer o melhor desenho animado do mundo em sua linda casa (se chama "stripperella", e é sobre uma stripper que é super-heroi); aos postos shell que nos proporcionaram uma confortável noite de torcicolo em seu estacionamento; ao tutu com couve e carré, vaca atolada e pinga de qualidade - itens que nao consegui achar em minha breve estada por minas gerais, mas que da proxima vez nao escapa); à tayrine e mariana, esta última que falou para mim sem nunca ter me visto na vida que eu tinha cara de basset, me fazendo passar imensurável humilhação em frente aos meus amigos e me fazendo ouvir piadas cretinas à respeito em todas as centenas de quilômetros que separam sua cidade de minha; à lanchonete em ubá que me fez esperar quase meia hora por um simples hamburguer com salada; ao outro bar de ubá que me deu vontade de tomar milkshake e caldo de cana mas cujo atendente me disse que os anúncios desses produtos eram propaganda enganosa quando eu resolvi esfomeadamente pedí-los; ao adilson que venceu o concurso de anedotas; à nova prima desconhecida do felipe schuery que a gente foi conhecer em ubá; à frente do meu rádio que inacreditavelmente não foi perdida nessa viagem e à minha reputação, essa sim, já totalmente perdida já faz muito tempo.
e domingo tem mais.
8.12.04
estou trabalhando como um corno,
tocando (bateria) como um ninfomaníaco solitário
e descansando como um sonâmbulo.
deixo hoje então rapidamente para vocês um poeminha.
que na verdade é uma musiquinha.
que na verdade é um sambinha.
que na verdade ninguém nunca viu.
(nem muito menos ouviu)
que na verdade espero que vocês gostem.
Canção Para Ti
(15/11/04)
É só
ouvir falar sobre teu nome que eu
imediatamente me transporto
seja a partir daqui ou de outro lugar.
Para onde o céu encontra o mar
e as montanhas costuram este mesmo céu
que colore tudo azul
e aquarela todo esse meu amor.
E quando
me vê chegar, fito o sorriso teu.
Percebo o sol logo se abrindo
dentre as nuvens que insistiam em permanecer.
E ao anoitecer todas as estrelas
disputam uma vaga só para testemunhar
que em meio às casinhas
esse encontro aconteceu.
Se deixo
-a para trás por muito tempo, sei
que de saudades quase vou morrer
e então por isso é que para ti faço esta canção.
Só para que saiba, para que me lembre
que não é qualquer canção que é esta, não.
É a que fala de como é infinito este nosso amor.
Só para que saibas, para ti, que lembres
que assim logo rapidinho quando eu puder, amor
voltarei pra viver o que outrora aqui escrevi.
tocando (bateria) como um ninfomaníaco solitário
e descansando como um sonâmbulo.
deixo hoje então rapidamente para vocês um poeminha.
que na verdade é uma musiquinha.
que na verdade é um sambinha.
que na verdade ninguém nunca viu.
(nem muito menos ouviu)
que na verdade espero que vocês gostem.
Canção Para Ti
(15/11/04)
É só
ouvir falar sobre teu nome que eu
imediatamente me transporto
seja a partir daqui ou de outro lugar.
Para onde o céu encontra o mar
e as montanhas costuram este mesmo céu
que colore tudo azul
e aquarela todo esse meu amor.
E quando
me vê chegar, fito o sorriso teu.
Percebo o sol logo se abrindo
dentre as nuvens que insistiam em permanecer.
E ao anoitecer todas as estrelas
disputam uma vaga só para testemunhar
que em meio às casinhas
esse encontro aconteceu.
Se deixo
-a para trás por muito tempo, sei
que de saudades quase vou morrer
e então por isso é que para ti faço esta canção.
Só para que saiba, para que me lembre
que não é qualquer canção que é esta, não.
É a que fala de como é infinito este nosso amor.
Só para que saibas, para ti, que lembres
que assim logo rapidinho quando eu puder, amor
voltarei pra viver o que outrora aqui escrevi.