23.2.06
6/13
foi assim que sucedeu: já era mais do que hora da gente lançar um material novo. o "óleo de saliva", de meio de 2003, já tinha dado tudo o que tinha que ter dado - e como deu, deu mais do que prostituta no cais do porto às 2 da madrugada! o único lançamento que fizemos depois foi o single de "mimo". também chegamos a gravar "em frangalhos" para uma coletânea que até hoje não saiu, "ode a mortadelo e salaminho", uma versão da música do fantástico "zumbi do mato", para outra coletânea que também não saiu, e "compromisso" para a trilha sonora de um curta, que... não saiu! na verdade as coisas ainda vão sair, é porque dependem de vários outros fatores de seus respectivos projetos. mas o fato é que precisávamos lançar algo consistente.
e não era por falta de material. já tínhamos em torno de 20 músicas inéditas. dava para lançar até um álbum duplo. na ocasião fomos contatados por uma gravadora, até conhecidinha - cujo nome jamais revelarei - mas no começo do desenrolar da história não deu muito certo. no entanto, foi o nosso ponto de partida para definir o repertório do álbum, que queríamos costurar da melhor maneira possível.
doze. foi o número empírico de músicas que pensamos para nosso novo filho. sei lá porque. é um número simpático para ser o número de músicas de um cd. não dá tempo do sujeito ficar de saco cheio, também não dá tempo do indivíduo reclamar que tinha pouca coisa. doze. das tais quase 20, tentamos catar as canções num misto de "as que mais nos agradava" com "as mais recentes". algumas músicas que até tocávamos muito ao vivo ficaram de fora, por serem de um período de composição mais antigo, que não refletia mais a onda pela qual estamos passando agora.
- objeção, meretíssimo!
- objeção concedida. pode falar.
essa desculpa, de ser de uma época antiga, é uma fraca desculpa. das 13 músicas que hoje estão escaladas como prováveis, 3 eram desse tal período antigo, da época em que nem eu e nem o guga éramos da banda. o arranjo que tocamos atualmente é basicamente o mesmo, sem grandes alterações. então o lance é mais "as antigas que não tinham pistolão rodaram". além dessas, 2 outras foram feitas pelo felipe quando talvez nem o lasciva lula existisse ainda - pré 98 - e que passamos a arranjar de tanto o jamil insistir, com frases diárias que mais pareciam mensagens subliminares.
então essa estória de que as músicas do cd são todas novas não é bem verdade, e dizer que são "o reflexo da nova safra de composição do lasciva lula" não é totalmente verídico. mas sim, elas são as que em geral nos agrada mais, e que foram costuradas umas às outras acerca de uma certa estética que queríamos dar para o filhote.
tínhamos então apenas 10 músicas, das quase 20. as outras foram descartadas. gravamos as tais 10 e fizemos nossa pré, que inclusive andou pelas mãos de alguns jornalistas, como os da rockpress, que aparentemente gostaram do que ouviram, e nós gostamos de ter lido que eles gostaram, e eles provavelmente gostarão de ler isso, num ciclo de "gostações" aparentemente sem fim.
mandamos o felipe trabalhar. "encomendamos" duas músicas. felipe "hit maker", praticamente o lulu santos de nossa geração, em poucos dias já tinha duas. o guga, apareceu com uma também. só que ao ensaiarmos um pouco elas, nenhuma das três foi de agrado unânime - por mais que individualmente tenha agradado muito a uns ou outros. passa o tempo e o felipe aparece com mais duas. adoramos, tanto a letra quanto a música. o guga implica com uma delas, então pode ser que tenhamos 12 ao invés de 13, mas de qualquer jeito estamos gravando. essas novas músicas - essas 2 e mais 1 - surgiram para levar nosso cd de 10 para não 12, mas 13 canções possíveis. já tínhamos uma ordem esboçada das 10, quase final. as novas 3 adentraram no recinto, e ainda não decidimos onde serão suas inserções, e por isso falo sobre uma delas agora, já que ainda não tem posição fixa no cd.
o felipe já deve ter feito umas 1000 músicas na vida. sem exagero. já tive o privilégio de botar as mãos em umas das fitinhas que habitaram o gravadorzinho que anda a tira colo com ele pela casa da dona mimi. elas vão se espremendo nos veios magnéticos, às vezes músicas, às vezes simples idéias.
fui na casa dele para pegar uma outra música que fizemos por encomenda, e que veio a ser "mimo". ela estava numa dessas fitinhas. ouvi a nova e adorei, mas ao finalizar foi quando me apaixonei de verdade, por uma outra que vinha em seguida, quase apagada, meio incompleta. uma música com uma letra muito tensa, e uma melodia que acompanha essa tensão fielmente. imediatamente percebi que aquela era uma canção e tanto, e que ela pedia muito mais do que o simples baixo-guitarras-bateria. se não nos instrumentos, ao menos no jeito de executar, para ter um arranjo muito mais "orquestral" do que "rock", por assim dizer, ainda que esteja exagerado. de cara me veio à cabeça alguma coisa como "tonight tonight", do smashing pumpkins. anteontem dando uma volta na praia e ouvindo música percebi ainda que ela tem muito também de "disarm", coincidentemente, da mesma banda.
assim como o jamil, iniciei meu processo de mensagens subliminares, e o guga rapidamente comprou a paixão por ela também. o jamil passou a amá-la com o tempo, e o felipe ainda acha ela meio assim-assim, mas quando ele ouvir ela pronta vai se dar conta de que talvez seja a melhor música, artisticamente falando, que ele concebeu na vida.
trata-se de um sujeito que vai ao cinema para ver um filme e então se dá conta dos estranhos sentimentos que aquele filme causaram nele e os paralelos do que viu e do que ele pensa e faz. eu sempre tive claro na minha cabeça que não era uma música para tocar "bateria", e sim "percussão", por mais que com as peças da bateria. como eu sou apenas um, foi uma loucura, porque nunca soube ao certo o que faria até o dia da gravação, quando gravei as peças da bateria praticamente separadas.
acho que para reproduzir fielmente o que foi gravado, seria necessário ao menos 3 ou 4 percussionistas. foi uma loucura, o wally - nosso técnico de som - depois me confessou que achava que eu tava ficando maluco - mas o resultado afinal ficou muito interessante, com a questão dos acentos, fundos, e tambores e pratos tocados de maneiras diferentes.
o final da música possui um lindo trecho arranjado pelo guga e felipe, e que está sendo trabalhado agora com a questão dos backings e instrumentos adicionais.
essa promete.
foi assim que sucedeu: já era mais do que hora da gente lançar um material novo. o "óleo de saliva", de meio de 2003, já tinha dado tudo o que tinha que ter dado - e como deu, deu mais do que prostituta no cais do porto às 2 da madrugada! o único lançamento que fizemos depois foi o single de "mimo". também chegamos a gravar "em frangalhos" para uma coletânea que até hoje não saiu, "ode a mortadelo e salaminho", uma versão da música do fantástico "zumbi do mato", para outra coletânea que também não saiu, e "compromisso" para a trilha sonora de um curta, que... não saiu! na verdade as coisas ainda vão sair, é porque dependem de vários outros fatores de seus respectivos projetos. mas o fato é que precisávamos lançar algo consistente.
e não era por falta de material. já tínhamos em torno de 20 músicas inéditas. dava para lançar até um álbum duplo. na ocasião fomos contatados por uma gravadora, até conhecidinha - cujo nome jamais revelarei - mas no começo do desenrolar da história não deu muito certo. no entanto, foi o nosso ponto de partida para definir o repertório do álbum, que queríamos costurar da melhor maneira possível.
doze. foi o número empírico de músicas que pensamos para nosso novo filho. sei lá porque. é um número simpático para ser o número de músicas de um cd. não dá tempo do sujeito ficar de saco cheio, também não dá tempo do indivíduo reclamar que tinha pouca coisa. doze. das tais quase 20, tentamos catar as canções num misto de "as que mais nos agradava" com "as mais recentes". algumas músicas que até tocávamos muito ao vivo ficaram de fora, por serem de um período de composição mais antigo, que não refletia mais a onda pela qual estamos passando agora.
- objeção, meretíssimo!
- objeção concedida. pode falar.
essa desculpa, de ser de uma época antiga, é uma fraca desculpa. das 13 músicas que hoje estão escaladas como prováveis, 3 eram desse tal período antigo, da época em que nem eu e nem o guga éramos da banda. o arranjo que tocamos atualmente é basicamente o mesmo, sem grandes alterações. então o lance é mais "as antigas que não tinham pistolão rodaram". além dessas, 2 outras foram feitas pelo felipe quando talvez nem o lasciva lula existisse ainda - pré 98 - e que passamos a arranjar de tanto o jamil insistir, com frases diárias que mais pareciam mensagens subliminares.
então essa estória de que as músicas do cd são todas novas não é bem verdade, e dizer que são "o reflexo da nova safra de composição do lasciva lula" não é totalmente verídico. mas sim, elas são as que em geral nos agrada mais, e que foram costuradas umas às outras acerca de uma certa estética que queríamos dar para o filhote.
tínhamos então apenas 10 músicas, das quase 20. as outras foram descartadas. gravamos as tais 10 e fizemos nossa pré, que inclusive andou pelas mãos de alguns jornalistas, como os da rockpress, que aparentemente gostaram do que ouviram, e nós gostamos de ter lido que eles gostaram, e eles provavelmente gostarão de ler isso, num ciclo de "gostações" aparentemente sem fim.
mandamos o felipe trabalhar. "encomendamos" duas músicas. felipe "hit maker", praticamente o lulu santos de nossa geração, em poucos dias já tinha duas. o guga, apareceu com uma também. só que ao ensaiarmos um pouco elas, nenhuma das três foi de agrado unânime - por mais que individualmente tenha agradado muito a uns ou outros. passa o tempo e o felipe aparece com mais duas. adoramos, tanto a letra quanto a música. o guga implica com uma delas, então pode ser que tenhamos 12 ao invés de 13, mas de qualquer jeito estamos gravando. essas novas músicas - essas 2 e mais 1 - surgiram para levar nosso cd de 10 para não 12, mas 13 canções possíveis. já tínhamos uma ordem esboçada das 10, quase final. as novas 3 adentraram no recinto, e ainda não decidimos onde serão suas inserções, e por isso falo sobre uma delas agora, já que ainda não tem posição fixa no cd.
o felipe já deve ter feito umas 1000 músicas na vida. sem exagero. já tive o privilégio de botar as mãos em umas das fitinhas que habitaram o gravadorzinho que anda a tira colo com ele pela casa da dona mimi. elas vão se espremendo nos veios magnéticos, às vezes músicas, às vezes simples idéias.
fui na casa dele para pegar uma outra música que fizemos por encomenda, e que veio a ser "mimo". ela estava numa dessas fitinhas. ouvi a nova e adorei, mas ao finalizar foi quando me apaixonei de verdade, por uma outra que vinha em seguida, quase apagada, meio incompleta. uma música com uma letra muito tensa, e uma melodia que acompanha essa tensão fielmente. imediatamente percebi que aquela era uma canção e tanto, e que ela pedia muito mais do que o simples baixo-guitarras-bateria. se não nos instrumentos, ao menos no jeito de executar, para ter um arranjo muito mais "orquestral" do que "rock", por assim dizer, ainda que esteja exagerado. de cara me veio à cabeça alguma coisa como "tonight tonight", do smashing pumpkins. anteontem dando uma volta na praia e ouvindo música percebi ainda que ela tem muito também de "disarm", coincidentemente, da mesma banda.
assim como o jamil, iniciei meu processo de mensagens subliminares, e o guga rapidamente comprou a paixão por ela também. o jamil passou a amá-la com o tempo, e o felipe ainda acha ela meio assim-assim, mas quando ele ouvir ela pronta vai se dar conta de que talvez seja a melhor música, artisticamente falando, que ele concebeu na vida.
trata-se de um sujeito que vai ao cinema para ver um filme e então se dá conta dos estranhos sentimentos que aquele filme causaram nele e os paralelos do que viu e do que ele pensa e faz. eu sempre tive claro na minha cabeça que não era uma música para tocar "bateria", e sim "percussão", por mais que com as peças da bateria. como eu sou apenas um, foi uma loucura, porque nunca soube ao certo o que faria até o dia da gravação, quando gravei as peças da bateria praticamente separadas.
acho que para reproduzir fielmente o que foi gravado, seria necessário ao menos 3 ou 4 percussionistas. foi uma loucura, o wally - nosso técnico de som - depois me confessou que achava que eu tava ficando maluco - mas o resultado afinal ficou muito interessante, com a questão dos acentos, fundos, e tambores e pratos tocados de maneiras diferentes.
o final da música possui um lindo trecho arranjado pelo guga e felipe, e que está sendo trabalhado agora com a questão dos backings e instrumentos adicionais.
essa promete.
21.2.06
5/13
quase todo cd tem uma musiquinha triste, aquela que é tipo uma baladinha, e nós não fugimos à regra, já que somos uma banda farofa vendida do rock/pop como todas as outras. já tocamos ela algumas vezes ao vivo, mas confesso, nunca foi bem executada.
essa música pertence a um grupo de canções que vêm desde os tempos remotos, quando eu e o guga ainda não fazíamos parte da formação, e que nunca foi arranjada definitivamente e nem gravada. mas desde que me dou por gente no lasciva lula, a gente vem ruminando, ruminando e ruminando esta, que é uma das minhas favoritas do cd. fala da relação que se tem com o tempo quando se está passando por uma fase ruim.
eu tentei fazer um paralelo com o tempo passando e tic tacs de um relogio simulados em jam blocks (para quem ja viu na vida, sao uns retangulos de plastico, coloridos, que fazem um som engraçado. às vezes eu toco com eles, montando-os acima dos hihats) e ficou bem legal. teria ficado ainda muito mais legal conceitualmente se a musica fosse em 60bpm, porque ai a referencia seria literalmente perfeita. só que realmente ela ficou lenta demais, e então (desisti)mos dessa minha psicose conceitual.
nota para quem nao sabe: "bpm" é uma medida de tempo usada para definir o andamento da musica. significa "batidas por minuto", ou "beats per minute". uma música de 60 batidas por minuto significa uma musica que tem cada batida com um tempo de exatamente um segundo, e por isso que seria tão legal.
o jogo de guitarras do felipe e do guga, se entrelaçando numa melodia que remete ao som de uma caixinha de música (não sei se foi intencional ou se essa referência realmente existe. na minha cabeça existe) também merece destaque extra para a música, que, quase ficou de fora do cd, e entrou aos 49 do segundo tempo, que nem gol do flamengo empatando desesperado - quando dá sorte!
- tem lasciva lula no circo? tem sim sinhô! -
o show no circo voador, como já esperávamos, foi excelente.
ultimamente nao sei o que tem dado em sao pedro, mas parou de chover nas nossas apresentacoes, espero que ele tenha se esquecido de nós. até porque nesse ano a gente tá começando com o pé muito direito. dos nossos 4 shows desse ano, um foi no humaitá pra peixe, outro no mistura fina, outro na lotada melt do rock hour e o outro no circo abrindo para pitty ao lado do mutreta e luxuria.
tocamos por volta das 22:30 ja com a pista e arquibancadas do circo bastante ocupadas. estava mais escondido do que geralmente fico, lá no fundo do palco mesmo. e com o palco lá em cima e o jeito que eu arrumo meus pratos, o resultado foi que simplesmente não via o jamil, o felipe e nem o público. o guga, que estava na minha frente, eu via de vez em quando. minhas habituais levantadas saudando o alegre público dessa vez foram meus únicos contatos com o mesmo! mas minha posição era suficiente para ver que estavam curtindo, cantando e aplaudindo, que bom! o som para eles parece que estava bem legal, e para gente no palco estava muito bom também.
eu que não estava muito bem - fisicamente falando - e ao fim do show já estava meio enjoado por alguma coisa que tinha comido ao longo da semana e que me faz um pouco mal até hoje.
ainda resisti até o fim do show do setentista "mutreta" e da empolgante "luxúria", mas por mais que quisesse assistir a principal atração da noite, tive que ir-me ao soar dos primeiros acordes.
mas um dia eu ainda vejo o show dela.
pode levar algum tempo, mas eu vou suportar.
quase todo cd tem uma musiquinha triste, aquela que é tipo uma baladinha, e nós não fugimos à regra, já que somos uma banda farofa vendida do rock/pop como todas as outras. já tocamos ela algumas vezes ao vivo, mas confesso, nunca foi bem executada.
essa música pertence a um grupo de canções que vêm desde os tempos remotos, quando eu e o guga ainda não fazíamos parte da formação, e que nunca foi arranjada definitivamente e nem gravada. mas desde que me dou por gente no lasciva lula, a gente vem ruminando, ruminando e ruminando esta, que é uma das minhas favoritas do cd. fala da relação que se tem com o tempo quando se está passando por uma fase ruim.
eu tentei fazer um paralelo com o tempo passando e tic tacs de um relogio simulados em jam blocks (para quem ja viu na vida, sao uns retangulos de plastico, coloridos, que fazem um som engraçado. às vezes eu toco com eles, montando-os acima dos hihats) e ficou bem legal. teria ficado ainda muito mais legal conceitualmente se a musica fosse em 60bpm, porque ai a referencia seria literalmente perfeita. só que realmente ela ficou lenta demais, e então (desisti)mos dessa minha psicose conceitual.
nota para quem nao sabe: "bpm" é uma medida de tempo usada para definir o andamento da musica. significa "batidas por minuto", ou "beats per minute". uma música de 60 batidas por minuto significa uma musica que tem cada batida com um tempo de exatamente um segundo, e por isso que seria tão legal.
o jogo de guitarras do felipe e do guga, se entrelaçando numa melodia que remete ao som de uma caixinha de música (não sei se foi intencional ou se essa referência realmente existe. na minha cabeça existe) também merece destaque extra para a música, que, quase ficou de fora do cd, e entrou aos 49 do segundo tempo, que nem gol do flamengo empatando desesperado - quando dá sorte!
- tem lasciva lula no circo? tem sim sinhô! -
o show no circo voador, como já esperávamos, foi excelente.
ultimamente nao sei o que tem dado em sao pedro, mas parou de chover nas nossas apresentacoes, espero que ele tenha se esquecido de nós. até porque nesse ano a gente tá começando com o pé muito direito. dos nossos 4 shows desse ano, um foi no humaitá pra peixe, outro no mistura fina, outro na lotada melt do rock hour e o outro no circo abrindo para pitty ao lado do mutreta e luxuria.
tocamos por volta das 22:30 ja com a pista e arquibancadas do circo bastante ocupadas. estava mais escondido do que geralmente fico, lá no fundo do palco mesmo. e com o palco lá em cima e o jeito que eu arrumo meus pratos, o resultado foi que simplesmente não via o jamil, o felipe e nem o público. o guga, que estava na minha frente, eu via de vez em quando. minhas habituais levantadas saudando o alegre público dessa vez foram meus únicos contatos com o mesmo! mas minha posição era suficiente para ver que estavam curtindo, cantando e aplaudindo, que bom! o som para eles parece que estava bem legal, e para gente no palco estava muito bom também.
eu que não estava muito bem - fisicamente falando - e ao fim do show já estava meio enjoado por alguma coisa que tinha comido ao longo da semana e que me faz um pouco mal até hoje.
ainda resisti até o fim do show do setentista "mutreta" e da empolgante "luxúria", mas por mais que quisesse assistir a principal atração da noite, tive que ir-me ao soar dos primeiros acordes.
mas um dia eu ainda vejo o show dela.
pode levar algum tempo, mas eu vou suportar.
12.2.06
voltei gente.
mas é porque é urgente.
caiu na boca do povo.
leiam ai.
http://www.rockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=239
mklz
mas é porque é urgente.
caiu na boca do povo.
leiam ai.
http://www.rockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=239
mklz
11.2.06
4/13
foi necessário que o chefe mandasse para que eu saisse da minha rotina de inércia e atualizasse esse blog, mas então vâmu que vâmu! já faz um tempo desde que não deixo aqui minhas parcas impressões da vida, então agora toma mais um capítulo dessa saga miserável.
nossa quarta escalada para o próximo album - que por sinal também é o quarto, se for contar demo, album ou ep como sendo a mesma coisa - é uma música que já tocamos ao vivo há um tempão, e que teve uma execução bem abaixo da média no humaitá pra peixe. é isso aí, já jogo logo a merda no ventilador mesmo!
digo isso porque, por azar o nosso, foi a canção escolhida para ser veiculada como midia de video na divulgação do evento. quando a gente ve aquilo quase que a gente tem um piripaque pelaquela execução.
- breve nota sobre o show do humaitá pra peixe -
foi um showzaço e tanto! a gente tava MUITO animado, mesmo apesar da grande chuva que sacodiu o rio naquela noite. não sei como a casa ainda encheu bastante - porque aquela chuva tava para sabotador nenhum botar defeito - e tanto o nosso show quanto o dos camaradas do carbona, que tocou logo em seguida, foi feito para uma numerosa e animada platéia que no sérgio porto estava.
raramente estamos desanimados no palco, raramente mesmo, eu por exemplo nem me lembro da última vez. a gente fica que nem criança que ganhou brinquedo quando sobe no palco e mesmo o mais odiador do lasciva lula não pode discordar de que ao menos a gente não passe a nossa mais sincera diversão em estar ali. mas ao mesmo tempo eu me orgulho em dizer que nós somos uma banda que é capaz de más execuções dependendo do show. o guga e eu então, adoramos improvisar coisas que nos vêm à cabeça no momento. geralmente fica bom. algumas vezes fica genial. outras vezes fica uma bosta. e nesse show do humaitá, algumas 3 ou 4 músicas tiveram erros feios, que talvez o público não tenha nem percebido, mas a gente sofre sempre que se lembra. o show, no geral, no entanto, foi excelente! o público aparentemente gostou muito, o bruno levinson adorou também, e a gente, po, a gente tava que nem pinto no lixo. (eu, um pinto bem alcoolatra por sinal).
mas na verdade, se eu fosse religioso, agradeceria a deus por isso! sabe-se lá quantos shows pasteurizados eu já andei vendo por aí, de boas bandas até, que trocaram a espontaneidade do palco pela frieza da certeza de cada uma das mínimas notas. nós mesmo andamos fazendo alguns assim numa época, que deixava para trás um rastro de canções perfeitamente executadas por debaixo de uma fria casca musical.
- fim da breve nota sobre o show no humaitá pra peixe -
mas entao, essa música, a 4a do cd, teve uma alta concentração de erros por segundo tocado naquela chuvosa quarta feira! mas também pudera, é uma música esquisita. e talvez a esquisitez dela tenha ocultado tudo que é erro, porque ela tocada fielmente já é meio obtusa.
uma vez, há milênios, eu mandei meio que sério e meio de brincadeira, uma lista para os outros lascivos, cogitando várias coisas que a gente nunca havia usado em músicas, para um dia usar. compassos compostos, batidas diferentes, várias coisas assim. eis que pouco após isso felipe "hitmaker" schuery nos aparece com uma música - essa - que possui vários dos elementos que eu citei e ele foi aplicando.
compassos unusuais, quebradas estranhas, misto de rock barulhento à lá pixies com levada jazz. posso dizer que é a música mais "complexa" do cd, nesse sentido. não é uma música simpática de se ouvir. ela não desce macio facilmente, você tem que assimilar e que mastigar bem antes de engolir. tenho certeza de que alguns de vocês 8 leitores vão adorá-la, e outros rejeitá-la. não é uma canção para as grandes multidões! (de oito pessoas).
a letra fala de como muitas coisas não te incomodam simplesmente porque você não as percebe, e como elas por exemplo começam a dar nos seus nervos a partir do momento em que você as vê no mundo. escrita em felipês - o português do felipe, que mostra as coisas por diversos símbolos e situações particulares da vida dele, ao invés de palavras diretas - é uma das melhores letras do felipe desse cd, na minha opinião.
com um lado afixionado (existe essa palavra?) por essas coisas barulhentas esquisitas tipo pixies, nosso band leader já mencionou achar essa a mais interessante musicalmente falando.
e já que estou aqui, e sabe-se lá quando poderei voltar, aproveito para um pequeno lembrete a mais:
- breve nota sobre o show no rock hour -
cara. na nossa vida, sempre dá alguma coisa errada. sempre.
ou chove, ou algo quebra, ou cancelam um show que promete, ou é véspera de feriado e todo mundo viaja, ou o felipe fica cego, ou algo assim. o último em que tudo aconteceu sem um mínimo porenzinho que seja foi no lançamento do clipe "olivia lik", no teatro odisséia, no meio do ano de 2004.
os outros tem sempre algo pra gente, que é chatão, reclamar. não que a gente se aborreça, a gente se aborrece muito pouco, mas fica aquele "po... mas se não tivesse acontecido isso seria melhor ainda...".
pois bem.
esse show, do rock hour, na melt, no dia 06/02, foi um show onde tudo deu certo.
tudo.
som excelente no palco e no pa, casa muito legal, lotado de gente pra tudo quanto é lado, produção muito competente, divulgação muito legal, não choveu, ótimas bandas que tocaram na mesma noite que a gente - katia dotto e cansei de ser sexy - e tudo mais. e ainda, tocamos, diga-se de passagem, muito bem! a platéia também estava quente e muito animada! foi uma noite e tanto, que pode nos dar bons frutos!
agradecimentos a todos que foram, ao fred "mutreta" (curador do evento), equipe de som e todo mundo que pintou por lá!
agora sim.
agora só volto aqui para colocar outro post em 3052!
foi necessário que o chefe mandasse para que eu saisse da minha rotina de inércia e atualizasse esse blog, mas então vâmu que vâmu! já faz um tempo desde que não deixo aqui minhas parcas impressões da vida, então agora toma mais um capítulo dessa saga miserável.
nossa quarta escalada para o próximo album - que por sinal também é o quarto, se for contar demo, album ou ep como sendo a mesma coisa - é uma música que já tocamos ao vivo há um tempão, e que teve uma execução bem abaixo da média no humaitá pra peixe. é isso aí, já jogo logo a merda no ventilador mesmo!
digo isso porque, por azar o nosso, foi a canção escolhida para ser veiculada como midia de video na divulgação do evento. quando a gente ve aquilo quase que a gente tem um piripaque pelaquela execução.
- breve nota sobre o show do humaitá pra peixe -
foi um showzaço e tanto! a gente tava MUITO animado, mesmo apesar da grande chuva que sacodiu o rio naquela noite. não sei como a casa ainda encheu bastante - porque aquela chuva tava para sabotador nenhum botar defeito - e tanto o nosso show quanto o dos camaradas do carbona, que tocou logo em seguida, foi feito para uma numerosa e animada platéia que no sérgio porto estava.
raramente estamos desanimados no palco, raramente mesmo, eu por exemplo nem me lembro da última vez. a gente fica que nem criança que ganhou brinquedo quando sobe no palco e mesmo o mais odiador do lasciva lula não pode discordar de que ao menos a gente não passe a nossa mais sincera diversão em estar ali. mas ao mesmo tempo eu me orgulho em dizer que nós somos uma banda que é capaz de más execuções dependendo do show. o guga e eu então, adoramos improvisar coisas que nos vêm à cabeça no momento. geralmente fica bom. algumas vezes fica genial. outras vezes fica uma bosta. e nesse show do humaitá, algumas 3 ou 4 músicas tiveram erros feios, que talvez o público não tenha nem percebido, mas a gente sofre sempre que se lembra. o show, no geral, no entanto, foi excelente! o público aparentemente gostou muito, o bruno levinson adorou também, e a gente, po, a gente tava que nem pinto no lixo. (eu, um pinto bem alcoolatra por sinal).
mas na verdade, se eu fosse religioso, agradeceria a deus por isso! sabe-se lá quantos shows pasteurizados eu já andei vendo por aí, de boas bandas até, que trocaram a espontaneidade do palco pela frieza da certeza de cada uma das mínimas notas. nós mesmo andamos fazendo alguns assim numa época, que deixava para trás um rastro de canções perfeitamente executadas por debaixo de uma fria casca musical.
- fim da breve nota sobre o show no humaitá pra peixe -
mas entao, essa música, a 4a do cd, teve uma alta concentração de erros por segundo tocado naquela chuvosa quarta feira! mas também pudera, é uma música esquisita. e talvez a esquisitez dela tenha ocultado tudo que é erro, porque ela tocada fielmente já é meio obtusa.
uma vez, há milênios, eu mandei meio que sério e meio de brincadeira, uma lista para os outros lascivos, cogitando várias coisas que a gente nunca havia usado em músicas, para um dia usar. compassos compostos, batidas diferentes, várias coisas assim. eis que pouco após isso felipe "hitmaker" schuery nos aparece com uma música - essa - que possui vários dos elementos que eu citei e ele foi aplicando.
compassos unusuais, quebradas estranhas, misto de rock barulhento à lá pixies com levada jazz. posso dizer que é a música mais "complexa" do cd, nesse sentido. não é uma música simpática de se ouvir. ela não desce macio facilmente, você tem que assimilar e que mastigar bem antes de engolir. tenho certeza de que alguns de vocês 8 leitores vão adorá-la, e outros rejeitá-la. não é uma canção para as grandes multidões! (de oito pessoas).
a letra fala de como muitas coisas não te incomodam simplesmente porque você não as percebe, e como elas por exemplo começam a dar nos seus nervos a partir do momento em que você as vê no mundo. escrita em felipês - o português do felipe, que mostra as coisas por diversos símbolos e situações particulares da vida dele, ao invés de palavras diretas - é uma das melhores letras do felipe desse cd, na minha opinião.
com um lado afixionado (existe essa palavra?) por essas coisas barulhentas esquisitas tipo pixies, nosso band leader já mencionou achar essa a mais interessante musicalmente falando.
e já que estou aqui, e sabe-se lá quando poderei voltar, aproveito para um pequeno lembrete a mais:
- breve nota sobre o show no rock hour -
cara. na nossa vida, sempre dá alguma coisa errada. sempre.
ou chove, ou algo quebra, ou cancelam um show que promete, ou é véspera de feriado e todo mundo viaja, ou o felipe fica cego, ou algo assim. o último em que tudo aconteceu sem um mínimo porenzinho que seja foi no lançamento do clipe "olivia lik", no teatro odisséia, no meio do ano de 2004.
os outros tem sempre algo pra gente, que é chatão, reclamar. não que a gente se aborreça, a gente se aborrece muito pouco, mas fica aquele "po... mas se não tivesse acontecido isso seria melhor ainda...".
pois bem.
esse show, do rock hour, na melt, no dia 06/02, foi um show onde tudo deu certo.
tudo.
som excelente no palco e no pa, casa muito legal, lotado de gente pra tudo quanto é lado, produção muito competente, divulgação muito legal, não choveu, ótimas bandas que tocaram na mesma noite que a gente - katia dotto e cansei de ser sexy - e tudo mais. e ainda, tocamos, diga-se de passagem, muito bem! a platéia também estava quente e muito animada! foi uma noite e tanto, que pode nos dar bons frutos!
agradecimentos a todos que foram, ao fred "mutreta" (curador do evento), equipe de som e todo mundo que pintou por lá!
agora sim.
agora só volto aqui para colocar outro post em 3052!